Contos de Fadas, a magia da imaginação
Eu cresci com histórias de encantar
A minha mãe contava-me histórias para dormir, os primeiros livros que tive eram contos de fadas, depois os meus pais continuaram a comprar-me coleções desse género. Eu escutava repetidamente os discos de 45 rpm com as histórias do Capuchinho Vermelho, do João e o Pé de Feijão, do Gato das Botas e não perdia um episódio do Sitio do Pica Pau Amarelo.
Na casa da minha amiga, onde eu passava férias descobri livros de contos russos e húngaros e mais tarde descobri os contos de encantar através da música clássica. Hoje dei por mim a ouvir a minha peça favorita: Scheherazade, do compositor russo Rimksy-Korsakoff. E lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que a ouvi, com quem estava e onde estava, há uns bons vinte e muitos anos atrás. A música fez-me embarcar numa viagem até ao passado e é curioso, eu apaixonada pela magia das histórias, por contos de encantar, estou presentemente a estudar narrativas de contos de fadas.
A vida leva-nos sempre de volta ao nosso lugar, não é verdade?
(continua depois da foto…)

As mil e uma noites
A ideia base do conto de Scheherazade é absolutamente maravilhosa: uma mulher que tentar escapar de ser executada, contando histórias ao Rei, seu marido, mantendo o suspense noite após noite, deixando-o curioso à espera do dia seguinte para saber o desfecho daquela aventura. Durante mil e uma noite, a mulher cativou a atenção do Rei, acabando por fim, por salvar a sua própria vida e fazendo com que o Rei se apaixonasse verdadeiramente por ela.
Quem sabe se eu não sou como o Rei Shahryar – a quem Scheherazade enfeitiça com as suas palavras – querendo saber o fim da história, procurando voltar a uma infância de descoberta, de encantamento com a vida, antes de ter percebido a dura realidade mas ao mesmo tempo querendo esperar pela noite seguinte para saber o que mais vai acontecer, que aventuras vão viver, que perigos vão ultrapassar e que destino terão os heróis … que destino terei eu, na minha própria história de encantar.

Vivo para escrever. Adoro puzzles e mistérios. Não passo sem um cafézinho, música e uma boa dose de ironia. Silêncios são necessários e prazerosos, assim como os livros. * Sou Mestre em Psicologia Clínica e trabalho como Terapeuta de Shadow Work e Desenvolvimento Pessoal. * As minhas áreas de interesse preferidas são Psicologia Analítica, Mitologia, Filosofia, Psicologia da Religião e Parapsicologia.
Obrigada por continuares por aqui, a ler-me e a viajar comigo nestas aventuras quando uma pessoa já devia era estar sugadita ahahaha! Beijinhos amiga.
Adorei a história por trás da história! E que curiosa estou com isso tudo que estás a estudar… se é regresso ao passado não sei mas que estava escrito para o teu futuro sim caranguejola 😉 beijinhos amiga! tinha saudades de ter ler aqui