Mudança: aceitar o incontrolável (da vida)
Temos medo da mudança. Resistimos ao desconhecido. Qualquer mudança soa a ameaça.
A nossa mente faz filmes, insiste em cenários futuros, queremos controlar o incontrolável porque precisamos de chão e orientação.
É humano.
Só que, racionalmente, todos sabemos que viver “no futuro” rouba tempo ao presente.
Viver o futuro que não existe
Por causa dos medos e da antecipação dizemos coisas que não devíamos, projectamos ansiedades sobre “como vai ser”, cobramos presença e atenção onde ela não falta (no presente) e vivemos para definir algo como se isso nos protegesse das mudanças.
É como aquelas pessoas que insistem em ouvir um “amo-te” como se isso fosse selar o pacto entre dois seres para todo o sempre.
Peço desculpa desiludir os românticos de serviço, mas não é assim que a vida funciona.
Mudança: O segredo é não resistir ao fluxo da vida
Queremos sempre garantir algo que achamos que é o certo e é definitivo só para depois percebermos que nós mudamos. E o que era adequado, já não é. Já não está alinhado com quem nos tornámos.
Por vezes temos medo de, por exemplo, não conseguir garantir que o outro esteja “para sempre”, ou que o emprego se mantenha, ou que os nossos amigos estejam lá para nós em todos os momentos importantes, ou que a comunidade nos sustente.
E na maior parte das situações, o que muda não é o que está fora de nós, mas nós próprios.
Espero que isto te ajude a colocar algumas das tuas angustias em perspectiva.
Tu estás em permanente mudança, não resistas, deixa fluir 🙂

Vivo para escrever. Adoro puzzles e mistérios. Não passo sem um cafézinho, música e uma boa dose de ironia. Silêncios são necessários e prazerosos, assim como os livros. * Sou Mestre em Psicologia Clínica e trabalho como Terapeuta de Shadow Work e Desenvolvimento Pessoal. * As minhas áreas de interesse preferidas são Psicologia Analítica, Mitologia, Filosofia, Psicologia da Religião e Parapsicologia.