Nem Sempre Zen®

Shadow Work | Desenvolvimento Pessoal | Espiritualidade

Um símbolo escapa a qualquer definição

Compreender o símbolo

 

Temos percebido, desde há algum tempo, que muitas pessoas têm dificuldade em ler e compreender textos de carácter mais simbólico e abstracto. Muitas vezes conceitos como arquétipos ou artigos de teor religioso ou espiritual, por exemplo, são mal interpretados e levianamente levados à letra.

 

A Bíblia cristã é o maior e mais paradigmático dos exemplos de obras que deviam ser lidas simbolicamente, “à luz do espírito” mas que, pelo contrário, têm sido ostensivamente utilizadas de forma errada para satisfazer interesses alheios.

 

Da mesma forma, hoje em dia, alguns líderes da comunidade espiritual new age falham em explicar o significado de certas ideias e conceitos, deturpando a essência das mensagens e levando os crentes à confusão e à ilusão.

 

Este é um ponto importante sobre os símbolos: eles não se referem a eventos históricos; eles referem-se, por meio de eventos históricos, a princípios espirituais ou psicológicos e poderes que são de ontem, hoje e amanhã, e que estão em toda parte.

 Joseph Campbell

 

 

 

 

 

Um símbolo escapa a qualquer definição

 

Enquanto estudantes e intérpretes de símbolos, sentimos necessidade de incentivar as pessoas a ler e através da leitura aprender, tomar contacto com conceitos e diferentes teorias e, simultaneamente, fazer uso da sua imaginação, integrando esse conhecimentos com as suas experiências pessoais. Também aqui ter pensamento crítico é essencial.

 

É importante ter em mente que, nas palavras de  Chevalier e Gheerbrant, “um símbolo escapa a qualquer definição”.

 

Por mais que existam definições estudadas, a percepção que cada um de nós tem de um símbolo é individual, pessoal. Isto significa que tal como cada pessoa é um ser único, o símbolo é aberto e dinâmico e depende das vivências e experiências de cada um.

 

Os arquétipos, os mitos, e outros elementos de teor simbólico, não são para serem vistos como um plano a seguir ou um objectivo a alcançar. São, sim, formas de nos aprofundarmos na nossa psique, permitindo-nos chegar a um outro nível de autoconhecimento e transformação interna.

 

As imagens, os símbolos, os mitos, não são criações irresponsáveis da psique; eles  respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as mais secretas modalidades do ser. Por conseguinte o seu estudo permite-nos conhecer melhor o homem, «o homem sem mais», aquele que ainda não transigiu com as condições da história.

Mircea Eliade

Texto escrito em colaboração com Joana Silva, terapeuta e autora do site www.terapiasdalma.com

 

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