Nem Sempre Zen®

Shadow Work | Desenvolvimento Pessoal | Espiritualidade

“trabalhadores da luz” e o trabalho com a sombra

 

Quem são os “trabalhadores da luz”?

 

“trabalhadores da luz” e sombra = paradoxo? Nem por isso.

 

lightworker“, ou “trabalhador da luz“, é um termo criado nos anos 80 e tornado mais conhecido 1 década depois pelas mãos da Doreen Virtue para designar todos aqueles que se dedicam a servir a humanidade, como missão de vida, trabalhando para a evolução e o desenvolvimento pessoal e espiritual dos outros.

 

É habitual vê-los ligados a práticas como yoga e a terapias alternativas e holisticas como o reiki, à astrologia e cartomancia, entre outras.

Associamos geralmente estas pessoas ao lado luminoso da espiritualidade: paz, boas vibes, positivismo, amor, dedicação, empatia, generosidade, bom carácter e bondade.

 

Mas por esta altura, se estás inserido no mundo da espiritualidade, já deves ter percebido que até os lightworkers têm um dark side – há inúmeros documentários e notícias a sair todos os meses sobre gurus iluminados que são apanhados a prevaricar, alguns indo contra aquilo que pregam.

 

 

Todos nós temos esse fatídico ou abençoado lado sombra.

 

Mas nem é preciso ser um guru conhecido com “pecados” dignos de destaque na TV ou redes sociais.
Basta olharmo-nos ao espelho com as nossas tricas e irritações quotidianas, as pequenas raivas e invejazinhas ou mesmo os medos de pôr os nossos dons em prática, porque a sombra não é tudo mau…

Mas é normal que assim seja porque todos temos esse fatídico ou abençoado lado sombra.

 

Aqueles que trabalham para o bem, para “a luz” deviam obrigatoriamente fazer trabalho com a sombra.

Felizmente hoje em dia esse conhecimento está mais difundido e as pessoas aceitam melhor as suas vulnerabilidades e submetem-se ao processo. Mas há ainda quem rejeite, sendo da luz, admitir um lado menos bonito em si mesmo.

 

 

 

 

Porque é que eu considero essencial para os lightworkers e healers fazerem shadow work?

 

William Eichman, no capitulo “O encontro com o lado escuro na prática espiritual” do livro “Ao encontro da sombra”, da autora Connie Zweig, escreveu o seguinte:

 

“O lado escuro pessoal vem à tona na meditação para atormentar e tentar o praticante. Ele é o “Diabo” pessoal, o inferno particular, que precisa ser confrontado e transformado quando bloqueia o caminho do estudante esotérico. O lado escuro biológico, o cosmológico e o cultural são a base da experiência pessoal do mal; mas no fim o praticante que luta para realizar o Trabalho precisa, ele mesmo, fazer face à sua própria escuridão. (…) Buscar a verdade significa experimentar a dor e a escuridão, bem como o luminoso lado branco da luz. Os praticantes devem preparar-se para lidar com o lado escuro da vida.”

 

Como em tudo na natureza, na vida, existe dualidade no ser humano, assim sendo, querendo ser luz, não podemos negar a escuridão em nós. Da mesma forma que se formos ajudar outras pessoas, precisamos ver nelas, sem julgamento, o bom e o mau – e é por isso que é necessário trabalhar a nossa própria sombra.

 

 

Não há forma de aceitarmos a escuridão no outro se não a compreendermos, pela nossa experiência pessoal de aceitação.

 

“A luz é infinita; as trevas são infinitas. Talvez jamais haja um fim para a luta contra a escuridão. Isso não deprime o verdadeiro praticante. Lutar contra a escuridão é o mesmo que buscar a luz. Tanto a escuridão como a luz são ilusões; mas o que está subjacente a elas é o Ser, a Bênção e a Consciência. E isso jamais deverá ser esquecido.”

W. Eichman

 

 

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2 Comentários
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Joana
5 Agosto, 2021 21:24

É muito fácil vermos e “pregarmos” sobre a luz, mas sem a outra parte não estamos a conhecer-nos por completo. Muito bom e muito importante este texto. Beijinhos

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