Nem Sempre Zen®

Shadow Work | Desenvolvimento Pessoal | Espiritualidade

O despertar espiritual e as profissões da Matrix

 

O despertar espiritual não tem hora marcada, nem prazo de validade. Mas provoca muitas mudanças internas, que depois extrapolam para o exterior.

Muitas pessoas que desbravam o caminho da espiritualidade começam, naturalmente a não se sentir encaixadas no mundo real, aquilo a que chamamos de “a matrix.

Duvidamos da honestidades das nossas relações, dos nossos empregos, de quem somos e da nossa missão de vida. Mudamos de amigos, de estilo de vida e muitas vezes queremos mudar de trabalho.

 

Muitas destas pessoas não se adaptam a viver entre 2 mundos e entram em ruptura. Algumas passam pelo que chamamos de bypass espiritual, negação de certos aspectos da vida para justificar outros que se coadunam com o seu novo pensar.

 

 

O despertar espiritual e as dúvidas associadas a um novo sentido da vida

 

Observo muitas pessoas com verdadeiros dilemas, eu própria já me debati com isso, relativamente ao meu trabalho.

 

O que fazer nestas situações?

Bem, como é óbvio nem todas as pessoas se podem despedir dos seus trabalhos porque têm família para sustentar ou um nível de vida a manter, seja lá porque razão for.

 

Então pensamos “em que é que eu sou útil neste trabalho?” ou “em quê é que estou a ajudar pessoas?”.

 

 

Para se ajudar alguém, não é necessário ser terapeuta holistico ou pastor ou missionário

 

Nem todos podemos ser lightworkers – aqueles que ajudam outros – a tempo inteiro, não caiam nessa ilusão porque nem todas as pessoas podem tornar-se terapeutas holisticos ou pregadores da paz. Mas podemos manter um equilíbrio saudável.

Eu acho que sou útil na minha profissão na área da consultora fiscal e contabilidade porque ajudo as pequenas e médias empresas que têm trabalhadores a cargo a manterem-se com os impostos em dia e a tomar boas decisões para poderem ter dinheiro ao fim do mês para pagar aos seus trabalhadores.

Um enfermeiro ajuda as pessoas quem está doente e incapacitado. Um canalizador usa a sua expertise para solucionar problemas que nós não sabemos resolver. O chef de cozinha proporciona-me o conforto de ir buscar um almoço quando não tenho tempo de o preparar na noite anterior. A varredora de lixo mantém os espaços limpos e seguros. A educadora de infância acolhe e cuida dos nosso pequenos.

 

 

O despertar espiritual e as profissões da Matrix – as falácias da new age

 

A minha mensagem é… se te sentes mal e não gostas do que fazes, enquanto não consegues mudar, procura algo no teu trabalho em que sejas verdadeiramente útil à sociedade porque parece que não mas todos dependemos uns dos outros.

 

Eu ajudo os meus clientes a ter lucros para poderem pagar aos seus funcionários, que por sua vez fazem compras em supermercados, que por sua vez pagam aos seus trabalhadores, que assim conseguem alimentar a família e pagar ao explicador, ao professor de ginástica, ao médico, e por aí vai…

 

Não há profissões menores ou da matrix ou whatever. Todos fazemos falta. Sim, nem todos gostamos e queremos mudar, é legítimo, eu quero. Mas enquanto estamos a cumprir as nossas funções estamos todos a ajudar este país a ir para a frente com o nosso trabalho e com os nossos impostos.

Todas as profissões são de valor e importantes na nossa sociedade. E julgo que deverá ser nosso dever, nós que ganhamos uma nova consciência, fazer a diferença não só entre os nossos pares mas na nossa comunidade.

 

Ser lightworker ou lá o que lhe queiram chamar, também é isto 😉

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[…] o propósito de vida – o que acabámos de (re)encontrar, mais voltado para a espiritualidade. E começamos a não nos sentir bem no nosso local de trabalho, na nossa roda de amigos, etc… Não sejamos enganados – ou não nos deixemos enganar! – cedo ou tarde, depois do […]

Joana Silva
24 Novembro, 2020 23:14

Bem, adorei! Tens toda a razão naquilo que dizes, ser lightworker não implica trabalhar só com terapias alternativas ou algo do género… Sendo enfermeira, acompanho muitas pessoas em diversas situações: em alturas de dor, em momentos de sofrimento físico e/ou emocional, na reabilitação após acidentes, em fim de vida… E são só alguns exemplos. Enquanto terapeuta também, algumas das situações idênticas às da enfermagem, outras não. Sou imensamente grata pelas pessoas que já conheci desta forma e pela possibilidade de poder ter este contacto com as pessoas. A relação terapêutica acontece a todo o segundo. Eu sempre acreditei desde pequena… Read more »

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