Nem Sempre Zen

Shadow Work | Aconselhamento e Psicoterapia ~ Interligando Consciente e Inconsciente

Entre o crer e o não crer

 

Sou uma pessoa céptica mas deixo-me encantar por tudo o que são mistérios (aparentemente) inexplicáveis.

E alguns desses mistérios que tanto me apaixonam são os dos santos mártires, como Santa Teresa D’Ávila, que vivem experiências místicas, e os exorcismos, especialmente os praticados pela Igreja Católica, mas não só….

 

… até porque calhou, por acaso, ser num contexto mais “herético” que eu presenciei, num misto de fascínio e perplexidade, a ferocidade uma pessoa possuída por uma entidade sobrenatural.

 

E tu, já tiveste alguma experiência desta natureza?

 

O último exorcista de Lisboa

 

O último exorcista de Lisboa“, livro da jornalista Inês Leitão, deixou-me curiosa e apaixonada pela figura do padre Gregório Verdonk, holandês de nascimento e que chegou a Portugal no final dos anos 30 do século passado.

A vida deste homem generoso e compassivo e que lidava com o “mal” de uma maneira muito pouco ortodoxa, recordou-me a história de “O Exorcista“, que li quando tinha cerca de 11 anos e reli à relativamente pouco tempo, quando comecei a estudar Demonologia.

 

Recordou-me também a história do livro “O Advogado do Diabo“, sobre um padre representante do Vaticano, cujo trabalho era verificar a veracidade dos milagres alegadamente ocorridos a crentes católicos.

 

Não posso deixar de referir, neste mesmo espírito, o padre Gabriele Amorth, exorcista do Vaticano. Apesar de eu discordar com muitas das teorias que ele advoga em relação à possessão, sou absolutamente fascinada pelo seu trabalho.

 

 

Entre o crer e o não crer

 

Tudo isto, fez-me, mais uma vez, confrontar aquele mundo liminar que eu teimo em querer explicar, mas que sei que não consigo.

Por um lado, sei que TEM de haver uma explicação LÓGICA, por outro aprendi a deixar a porta aberta à hipótese de NÃO HAVER explicação possível para tais fenómenos.

 

Parece uma luta inglória, eu sei, mas efectivamente não está nas minhas mãos a compreensão absoluta de quaisquer eventos paranormais.

Os próprios investigadores têm dúvidas e lançam mais perguntas do que respostas, quanto mais…

 

No fim, o mais importante, para mim, é que entre o crer e o não crer há espaço para estas histórias existirem e povoarem o meu imaginário de perguntas e teorias sobre este mundo e o outro – e isso torna tudo isto muito mais interessante e divertido.

 

 

“Eu, medo de Satanás?

É ele que deve ter medo de mim.

Eu trabalho em nome do Senhor do mundo.

E ele é só o macaco de Deus”.

Padre Gabriele Amorth

 

 

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