É fácil ser zen quando vives isolado
É fácil ser zen quando vives isolado, sem ninguém à tua volta e sem barulho.
Um dos maiores desafios da nossa vida é manter a calma
Manter a calma e ser zen quando estás rodeado de colegas tagarelas e falsos, de chefes que cinicamente te dão palmadinhas nas costas, de familiares com personalidades narcisistas e amigos egoístas.
Viver na cidade com a poluição, o trânsito, as pessoas desvairadas que andam a direito, sem ver nada à sua frente e ter uma atitude zen… é dose!
É complicado manteres uma atitude serena de forma permanente porque, convenhamos, há desafios diários que nos testam a paciência e a calma de uma maneira atroz.

Os desafios de ser zen num mundo caótico
Durante o verão passado aconteceu-me isto…. “passei-me da marmita” porque estava tranquilamente a estacionar o carro e alguém com muita pressa não quis esperar que eu corrigisse a manobra e desatou a buzinar (na verdade, parece-me que isto agora é moda).
O outro carro passou por mim e desapareceu rapidamente e eu fiquei a gritar sozinha porque me irritou a falta de paciência e a incompreensão da outra pessoa quando eu nem sequer estava na via a perturbar o transito!
Gritei, disse asneiras, bati com a mão no volante! …
Enfim, um espectaculozinho decadente…
Depois, obviamente fiquei com vergonha e a sentir-me mal comigo própria por ter tido uma explosão daquelas.
Perceber o que despoletou o momento “nem sempre zen”
Eu sei qual foi o gatilho para aquela reacção explosiva.
Naquele momento estava stressada por causa de uma pessoa de família muito próxima que tem uma forma de comunicar passivo-agressiva.
Como estava a tentar digerir a situação e não ligar muito ao assunto, acumulei aquela agressividade dentro de mim, que depois se veio a manifestar quando a outra pessoa me buzinou sem razão alguma.

Manter a calma no meio do furacão
Como é que se mantém a calma no meio da confusão?
Nem todos podemos viver isolados, portanto mais vale aprender a lidar com isto de forma adequada.
- Em primeiro lugar percebes que estás no bom caminho quando acontece uma coisa semelhante ao que relatei e tu já não te identificas com aquele comportamento;
- Se deste espectáculo olha, paciência. Respira fundo umas quantas vezes e retoma o que estavas a fazer, sem stress;
- Deves tentar perceber o que é que está a incomodar-te e que faz despertar a fera que há em ti. Tudo tem uma razão de ser;
- Não ignores esse teu mau feitio, é teu. No entanto, podes tentar melhora-lo e usá-lo de uma forma mais adequada e produtiva;
- Se os outros não são gentis, generosos e educados, sê tu gentil, generoso e educado. Faz a diferença.
Abraço companheiro,
Patrícia (nem sempre) Zen

Vivo para escrever. Adoro puzzles e mistérios. Não passo sem um cafézinho, música e uma boa dose de ironia. Silêncios são necessários e prazerosos, assim como os livros. * Sou Mestre em Psicologia Clínica e trabalho como Terapeuta de Shadow Work e Desenvolvimento Pessoal. * As minhas áreas de interesse preferidas são Psicologia Analítica, Mitologia, Filosofia, Psicologia da Religião e Parapsicologia.
Andreia… se eu me queixo imagino tu, que stress rapariga! O que o teu marido diz é muito verdade, é facil ser zen em Bali ou nos confins do mundo mas aqui…. nem os monges coitaditos escapariam a torcer o nariz a algumas coisas! Por isso é que nós todos que vivemos na confusão somos uns super-heróis! ahahah
Na verdade a vida traz nos desafios diários… é tudo o que disseste..no meu caso poe em cima hábitos completamente nojentos dos chineses, 23milhoes de pessoas numa cidade…barulho…muito barulho de todos os tipos, não so sonoros..enfim é dose. Não aguento muitas vezes e também me passo da cabeça Patrícia..fica descansada. Às vezes dou por mim a disparatar com os chineses, a gritar, chama los de tanta coisa… a sorte é que não entendem patavina do que falo… às vezes provoco os no sentido de lhes tentar ensinar educação…enfim as vezes a raiva toma conta de mim…mas acho saudável…desde que não seja sempre, pois ela tem de sair de alguma forma. E quando não encontro escape suficiente para a soltar lá vem o box, bater nas almofadas, gritar a plenos pulmões, mexer me.como se não houvesse amanhã…libertar. depois passa e centro me outra vez ate conquistar o estado “ninja” como diz o Filipe. Um dia..talvez, não hoje! Grande beijinho
A nossa atitude reflecte-se no outro, sem dúvida alguma! Já experimentaste ir a uma repartição de Finanças, seres atendida por uma pessoa de cara enfiada e mal disposta e seres simpatica para com ela? Muda tudo! É impressionante! Connosco é o mesmo, temos um mau momento, reconhecemos e passamos à frente, sem nos criticarmos demasiado porque… shit happen e no mundo em que vivemos é fácil descambar e ter comprtamentos “menos zen”. É como dizes, aprendizagem…. 😉
Dou por mim a pensar nisto algumas vezes, e realmente é verdade. É tudo muito bonito quando temos poucos “estímulos” menos bons do exterior, mas depois há aqueles momentos ou dias em que tudo parece que quer testar a nossa paciência. Acredito que o primeiro passo é mesmo isso que dizes, perceber que temos um determinado comportamento e já não nos identificamos com ele, e em seguida perceber se há algo que se passa connosco que tenha despoletado este comportamento em nós. Quantas vezes eu não apresentei uma boa zona de “mau feitio” direccionada a determinada pessoa ou situação, e quando paro um pouco para reflectir, apercebo-me que aquilo que me afecta não tem nada relacionado com isso especificamente. E também sou apologista de manter a educação e ser gentil, mesmo quando os outros não o fazem; já tive inclusive situações em que isso mudou a atitude da outra pessoa em relação a mim, mas seja como for, mesmo que não aconteça, é sempre bom fazer essa diferença.