Nem Sempre Zen®

Shadow Work | Desenvolvimento Pessoal | Espiritualidade

Dark Feminine e Shadow Work

 

 

Dark Feminine e Shadow Work

 

Distinguir estas duas formas terapêuticas não é fácil nem linear.  Elas complementam-se, completam-se, e estão intimamente ligadas, tanto que muitas vezes são confundidas e até se dissolvem uma na outra.

 

No entanto, apesar de terem vários pontos em comum, têm também detalhes que as distinguem.

 

Shadow Work pode ser utilizado em consultas de Dark Feminine e Dark Feminine pode ser utilizado nas consultas de Shadow Work. Isto depende não só dos conhecimentos e competências do terapeuta, como dos assuntos abordados com cada pessoa/cliente e aquilo que deve ser explorado.

 

 

Como se interligam estas duas terapias?

 

Imagina uma árvore cujas raízes descem até ao (teu) Submundo interior. Estas raízes representam tudo o que esteja relacionado contigo indo fundo nas várias camadas da tua Floresta Escura (como lhe chama Mirella Faur).

 

O Shadow Work aborda todas essas raízes de forma geral com o intuito de acolher e integrar o nosso lado sombra. O Dark Feminine, também toca em todas as raízes mas trabalha mais profundamente a temática do Feminino e das suas feridas, sejam elas individuais ou colectivas, tendo em vista o equilíbrio do Feminino com o Masculino, pois estas energias são polaridades necessárias e indissociáveis na nossa vida, e se um está em desequilíbrio o outro também está.

 

 

 

Para quem é o Dark Feminine e o Shadow Work?

 

Podemos, por isso, pensar que o Shadow Work é para todos os géneros e que o Dark Feminine é apenas para quem se identifica com o género feminino, mas também isso não é totalmente correcto.

 

O Shadow Work trabalha de uma forma abrangente uma vez que os temas que são trazidos à consulta não são tão direccionados quanto no Dark Feminine que, apesar de ser muito dirigido à nossa linhagem feminina e feridas colectivas do Feminino, é para qualquer pessoa que queira trabalhar mais intensamente com a energia feminina que existe em si.

 

Uma mulher começa a sentir-se livre para viver a expressão autêntica da sua feminilidade, e um homem sente uma abertura para aceitar a mulher tal como ela é sem a querer dominar, ao mesmo tempo que também aceita que em si existe um Masculino e Feminino que necessitam de equilíbrio.

 

 

 

 

A descida ao Submundo para reclamar o poder pessoal

 

Tanto no Shadow Work como no Dark Feminine, vamos a lugares onde normalmente não nos atrevemos a ir – o nosso Sumbmundo –  e ao retornarmos, por mais intensa que tenha sido a viagem e por mais que nos sintamos a sair de uma montanha-russa, é lá que reclamamos o nosso poder pessoal e todas as características que, inconscientemente, varremos para debaixo do tapete ao longo da vida, formando a sombra.

 

A sombra é uma parte de nós que tem de ser trazida à luz, à consciência. A maior parte das vezes nem sabemos o que enviámos para a sombra até sermos confrontados com determinadas situações e emoções.

Apesar de maioritariamente serem aspectos negativos, estas sombras, que todos temos sem excepção, podem ser também qualidades escondidas, vontades, desejos e talentos que recalcamos para corresponder a expectativas externas.

 

 

O confronto com a sombra

 

Quando trabalhamos a sombra, seja de uma forma geral com o Shadow Work ou mais direccionada para a energia do Feminino, como no Dark Feminine, vamos sempre confrontar-nos com um “eu” que não conhecemos e com o qual precisamos fazer as pazes.

 

Considerando que este “olho no olho” pode desconstruir a imagem que temos de nós (para nós e para o mundo), Dark Feminine e Shadow Work são trabalhos intensos que devem ser feitos de coração aberto e sem julgamentos (e preferencialmente com acompanhamento terapêutico).

 

Ambos são caminhos de amor, em que nos colocamos em posição de abraçar a nossa própria magia e o nosso Eu mais autêntico; são o caos da destruição e da criação, a morte e o renascimento, permitindo uma intensa metamorfose.

 

 

Pesquisa e Texto por Joana Silva, terapeuta e autora do site Terapias D’Alma  e Patrícia Gomes, terapeuta e autora do Nem Sempre Zen

 

 

5 2 votes
Article Rating
Partilha

Leave a Reply

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
error:
0
Adorava saber o que pensas sobre este assunto ;)x
()
x