Nem Sempre Zen

Shadow Work | Aconselhamento e Psicoterapia ~ Interligando Consciente e Inconsciente

Como sei que estou a fazer trabalho com a sombra?

 

 

Como sei que estou a fazer trabalho com a sombra?

O que é que se sente?

Porque partilho a minha experiência?

 

Como sei que estou a fazer trabalho com a sombra? O que se sente no processo?

 

Este é o meu processo, eu sinto-o desta forma.

 

O meu corpo está numa fase em que pede recolhimento e estou de mau humor e irritada.

Estou também muito pensativa. Mas estes pensamentos não são aleatórios, levam-me a analisar e reflectir sobre comportamentos que tive num passado recente e que hoje acho que podia ter feito diferente e agido de forma mais correcta.

 

Ou seja, não são pensamentos ruminantes, são introspecções conscientes que me levam de A a B e depois a C, culminado numa espécie de momento “ah-ah!!”

 

 

Porque partilho?

 

Para te explicar que trabalho com sombra é um processo consciente e de auto análise.

 

A sombra é só um de vários elementos da psique na psicologia trabalhada por Carl Jung.

Numa mente sã, estes elementos dialogam entre si. Numa mente fraccionada, eles não coexistem, atropelam-se.

 

Ou nós estamos emocionalmente estruturados, conseguimos perceber a interacção e somos capazes de “introspectivar” ou então vamos focar a atenção num só ponto, desprezando tudo o resto e acentuando um desequilíbrio já existente.

 

Em consulta, por vezes, é possível observar as oscilações de um ponto ao outro e geralmente vai aos extremos.

 

 

Mitos e Equívocos

 

-Ah mas eu pensei que sombra era fazer meditação ou fazer trabalho espiritual com o “lado negro da força” ou participar em workshops de partilha de experiências com outras pessoas ou fumar umas coisinhas giras e fazer uma trip astral.

 

Não!

 

Meditação é uma ferramenta super importante e que eu adoro, mas nem sempre é um processo totalmente consciente!

 

– Fazer trabalho espiritual com o “lado negro da força” é uma opção pessoal que, em termos de contacto com a sombra pode ensinar-te muito, mas se focas só na escuridão, a luz não vem e ela também é precisa.

 

AQUI o artigo que escrevi que fala um pouco sobre isto

 

– Workshops de partilha de experiências com outras pessoas são importantes para te sentires acolhido/a mas duvido que alguém vá revelar os seus dark secrets em público

(e se o fizer, convenhamos que algo não está bem, porque há limites à nossa privacidade que devemos respeitar!).

 

– Fumar umas coisinhas giras e fazer uma trip astral não é shadow work porque há um abaixamento da consciência que não te permite pensar e fazer auto análise de forma lúcida, que te permita integrar a informação ou as sensações que venhas a ter.

 

IMPORTANTE: Nestes processos com produtos alucinogénios, ainda que terapêuticos, deve sempre existir acompanhamento psicológico coadjuvante.

 

 

“Um dos principais caminhos para integrar nossos opostos interiores é o confronto consciente com a sombra — a parte “escura” da personalidade que contém as qualidades e atributos indesejáveis que nos recusamos a “assumir””

Gary Toub

 

 

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