Nem Sempre Zen

Shadow Work * Aconselhamento e Psicoterapia

Abuso e chantagem emocional no mundo espiritual e religioso

 

 

Alguma vez sofreste algum tipo de abuso ou chantagem emocional nestes meios?

 

Pensa bem….

Já conviveste com o supra sumo da meditação, a rainha do tarot e a maga da astrologia?

Com o pastor super bem relacionado e afável que é um exemplo na comunidade?

Já aconteceu de descobrires falhas de carácter graves nestas pessoas? De te desiludires com aqueles que te inspiravam e que até vias como um exemplo a seguir?

 

 

Pertenceste a uma igreja ou comunidade espiritual na qual deste o sangue e o suor por uma causa que achaste que era super importante e foste ignorada, bullied ou abusaram da tua honestidade e paciência?

Saíste “daquele retiro” com a mesma sensação de vazio com que entraste?

Sentiste vergonha porque o programa de manifestação de abundância não resultou para ti como te foi prometido?

Porque te disseram que a culpa era tua ou que tinhas falta de fé?

 

 

Já aconteceu de com o passar do tempo, acabares por sentir a fé enfraquecer e te desinteressares de práticas que te eram reconfortantes e queridas abrindo um vazio enorme no teu coração?

Ou foste arrastado/a para uma enxurrada de dúvidas existenciais por causa de uma experiência que não correu conforme as tuas expectativas?

 

Compreendo-te perfeitamente porque também passei por isso.

 

 

 

 

Como superar estas situações de abuso psicológico e chantagem emocional?

 

Com apoio de familiares e amigos, psicoterapia com um psicólogo que tenha conhecimentos e mente aberta para a vida espiritual ou ainda suporte emocional de pessoas que passaram por experiências idênticas.

Se precisares de apoio, as sessões de Spiritual Heartbreak – Superar a Desilusão Espiritual – que vou começar a facilitar destinam-se especialmente a pessoas que pertenceram a comunidades religiosas ou estiveram ligadas de alguma forma à espiritualidade new age e actualmente sentem-se desiludidas e frustradas ou quem sabe até com vergonha ou medo.

Se estiveres interessado – ou conheceres alguém que precise deste apoio – vê todas as informações AQUI e partilha este artigo.

 

 

 

 

A minha experiência pessoal

 

Há muitos anos, quando eu frequentava uma Igreja Cristã muito famosa na altura, os pastores costumavam “meter medo” às pessoas com a conversa de que “se voltares para o mundo (ou seja, fora da Igreja) vais voltar a ficar nas mãos do diabo e a tua vida vai ser um inferno ainda pior que antes!”

Recentemente comecei a ouvir coisas semelhantes vindas da boca de terapeutas holísticos, mediuns, etc etc. A história é sempre a mesma, manter a pessoa presa à ideia que se deixar uma determinada comunidade, ou prática espiritual/holística, que a vida dela vai piorar.

 

Não é à toa que, independentemente do acto de meditar ser altamente recomendável por se mostrar positivo para a saúde mental, ouço muitas pessoas nas minhas consultas a queixarem-se que não têm tempo para a meditação e do quão desestabilizador isso é para elas.

 

Porquê?

Geralmente porque alguém um dia impingiu a ideia de que fazê-lo todos os dias (*) era absolutamente necessário para uma vida mais alinhada, ou essencial para cumprir um propósito ou para alcançar uma vida plena.

(*) não estou obviamente a falar de pessoas que meditam porque faz parte da sua religião ou filosofia de vida!

 

Quem diz isso diz sobretudo práticas espirituais new age cujo objectivo é criar dependência do terapeuta (muitas vezes de forma inconsciente) –> lamentavelmente transformamo-nos na galinha dos ovos de ouro para muitas pessoas… se é que me entendes.

 

 

Quando decidi sair da Igreja

 

Depois de dar o meu tempo, o meu amor, o meu dinheiro aquela comunidade evangélica, eu resolvi sair por não concordar com algumas práticas da Igreja, por começar a questionar algumas coisas relacionadas com a fé, por não me rever nas atitudes do Bispo da Igreja e por considerar que alguns comportamentos e abusavam da boa vontade e da vulnerabilidade dos crentes.

 

Foi difícil! Demorei anos para tomar uma atitude. Eu gostava tanto de estar ali e de estar ao serviço das pessoas! Eu tinha a minha fé e sentia-me bem mas… por outro lado era extremamente difícil ignorar:

  • o abuso psicológico aos voluntários;
  • a pressão para os crentes fazerem doações monetárias;
  • a chantagem emocional para fidelizar as pessoas à Igreja (usando a fé)

Até as figuras de autoridade, colegas voluntários, pastores, me desapontaram quando percebi que, no meio de muita gente boa, haviam muitos outros que viviam para a vaidade, para agradar aos superiores, para fazer dinheiro, para alcançar estatuto dentro da instituição. Não era suposto isso acontecer.

Mas eu era adolescente e ainda tinha muitas expectativas nas pessoas e uma visão muito romântica da vida e do que era ter uma missão.

 

No caso de quereres saber, quando sai da Igreja não me aconteceu nada de mal. Pelo contrário.

Liberta daquelas ideias que me toldavam o pensamento e me constrangiam na vivência plena do meu dia a dia, tudo melhorou para mim.

Mantive a minha fé, deixei de depositar expectativas no ser humano por detrás da figura de autoridade espiritual e levei toda experiência comigo como uma lição para a vida – com tudo de bom e de mau.

Estas práticas religiosas, espirituais ou holísticas são erradas?

 

Não!!

De todo!

 

O problema é a ideia de necessidade que alguns terapeutas e/ou filosofias da Nova Era criam para manter os clientes fidelizados e consequentemente a ideia subjacente que se falhar um dia ou um mês de fazer uma certa prática todo o trabalho anterior vai por água abaixo.

Outro problema que é comum a muitas práticas é a ideia falsa de que “se resultou comigo, resulta contigo” e toca de se começarem a dar conselhos generalistas e desprovidos de qualquer qualidade terapêutica, já para não falar da falta de bom senso.

Isto gera expectativas e cria frustrações bem como uma sensação desoladora de que estás errado/a ou a fazer as coisas mal.

 

Não é assim. Não tem de ser assim. Fica tranquilo/a.

Sabe que é possível superar a desilusão espiritual, recuperar do desgosto e prosseguir um caminho de fé, de crença, de forma saudável.

 

 

 

 

 

 

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