Nem Sempre Zen®

Shadow Work | Desenvolvimento Pessoal | Espiritualidade

A magia da natureza cíclica

 

 

Existe uma urgência premente na cura, na dissolução de traumas, na mudança de padrões, em transformações que possam ser um exemplo para os outros.

Cada vez se vendem mais terapias, workshops e mezinhas de transformações fabulásticas com a premissa de que é preciso mudar, é preciso curar, é preciso evoluir.

O ser humano passou por transformações intensas. Desde o “primitivo” aos sapiens, passaram milhares de anos de evolução e adaptação – milhares! A natureza, da qual fazemos parte, tem os seus ciclos evolutivos, que se podem desenvolver em passos lentos.

Quando dizem que precisamos estar mais em contacto com a natureza não é só mergulhar no mar ou na floresta: é interiorizar as suas lições, compreender a sua ciclicidade, paciência e sabedoria.

 

As nossas mudanças e curas não acontecem num estalar de dedos, são processos complexos que levam tempo.

 

O nosso corpo físico é exemplo disso. Um osso partido leva um determinado tempo a solidificar. E, tal como na Natureza cíclica, não temos de estar sempre no nosso melhor, com a nossa máxima energia e a sentirmo-nos capazes de tudo… a Terra também se recolhe para descansar no Inverno, trazendo uma nova explosão de cores e energia na estação seguinte.

 

 

 

Em todas estas transições entre estações, as mudanças são graduais, não passamos de dias de gelo para dias de calor intenso. Há um fluir, uma certa ordem até. Alguns dias podemos sentir que as nossas cicatrizes são só memória e lição do passado, noutros dias podemos sentir que as feridas se voltaram a abrir e estão a ser remexidas.

 

Mudar pode não significar uma alteração extrema e visível.

 

Quando nós afirmamos que mudámos, muitas vezes quer apenas dizer que aceitamos determinadas características que outrora rejeitávamos em nós mesmos.

Nós passamos uma vida inteira a “mudar” sem que alguém se aperceba porque são, geralmente, pequenas transformações internas. São essas pequeninas coisas que ao fim de um tempo nos fazem olhar para dentro e pensar “quem era esta pessoa?”.

 

Nenhum de nós é a mesma pessoa que era há um ano atrás, e nem sempre temos um momento único de mudança, mas vários que nos sacodem fazendo-nos dar um pulo em frente (e quantas vezes este pulo para a frente não acontece depois de primeiro parecer que demos um passo atrás?).

 

Por mais pequenas que pareçam as mudanças, se olharmos com atenção todos os dias são dias de cura e evolução, é isso é maravilhoso!

 

Texto escrito em colaboração com a terapeuta

Joana Silva, do site Terapias D’Alma

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