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Desenvolvimento Pessoal & Espiritualidade by Patrícia Zen

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Síndrome do guru

Nem Sempre Zen – Síndrome do guru

Há uns dias deparei-me com uma mensagem no mínimo bizarra.

Alguém me enviou uma mensagem pelo messenger do facebook, que só vejo quando estou no desktop, alegadamente a avisar-me para o perigo de certas instituições e pessoas que se dizem terapeutas, que lhe estavam a destruir a vida.

Além de estranheza pelo macabro da história, senti que, se fosse verdade, há aqui duas questões importantes a ser abordadas.

Primeiro: cais uma, cais duas, mas à terceira vez só cais se quiseres e culpar os outros pela nossa desgraça é um “bombom” amargo.

Segundo: é natural que depois de sofreres uma decepção num terapeuta de reiki, num massagista, médico, psicólogo, o que seja, fiques desconfiado e percas a fé na pessoa e na prática.

Não podemos passar a vida desconfiados mas…

Vamos acreditar que a maior parte dos profissionais, qualquer que seja a sua área de actuação, são devidamente qualificados e prestam bons serviços, de forma ética e responsável.

Depois há ali uma franja de pessoas que são simplesmente desumanas, arrogantes e vaidosas. E ainda há aqueles que, não tendo qualificações, gostam muito de opinar.

O site “Nem Sempre Zen” tem um disclaimer a explicar o que se diz e porquê e o que não se pode dizer ou fazer.

Eu, Patrícia, falo de assuntos que ou estudei e tenho conhecimento de causa ou são minha experiência pessoal.

A minha experiência pessoal é a minha experiência. E se a partilho é porque penso que possa ajudar e inspirar. Mas não é lei.

“Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades.”

Cherrine Cardoso

Cuidado com os “falsos profetas”

Há pessoas com as quais precisamos ter cuidado porque o seu único objectivo é a auto promoção e o colmatar das suas próprias inseguranças.

São pessoas que se acham especiais porque ajudam os outros.

Ora bolas! É nossa obrigação como seres humanos ajudar a todos. Ponto.

E o profissional do que quer que seja tem obrigação de ser bom profissional.

É simples.

Nem Sempre Zen – Somethings smell like bullshit eheh

Quando o alarme toca

Para mim, o “bullshit detector” toca o alarme quando vejo muita auto promoção, muita fanfarronice e frases feitas sobre como o seu trabalho vai mudar vida da pessoa – esta li num post de uma guru da moda super conhecida, com milhares de seguidores… até me arrepiei!

“Bons mentores, bons professores, bons coaches são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos.

Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda para si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele.”


Cherrine Cardoso

O guru bom, como lhe chama a professora de Yoga Cherrine Cardoso, é aquele que ensina a fazer. É aquele nem sempre tem respostas mas que suscita as perguntas e ajuda a pensar.

É o que ensina a caminhar sem precisa de muletas.

Abre o olho

Não vou dizer que nunca sou enganada. Ui, já fui. E à vezes ainda sou. Só que já são uns bons anos em cima do lombo a observar pessoas na área da espiritualidade e até posso cair na esparrela mas não fico lá a chafurdar muito tempo. Nem pensar!

Não respondi à mensagem de que falei no início do texto porque achei o discurso esquizofrénico e não me meto nisso.

Mas serviu de inspiração ….

Abre o olho e questiona sem quaisquer problemas. Afinal, é da nossa vida que estamos a falar e temos de cuidar dela com muito carinho.


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