Banner billboard Saldos 2019

Nem Sempre Zen

By Patrícia Zen: Desenvolvimento Pessoal | Ser Feliz | Vida Saudável

Nem Sempre Zen
Browsing:

Etiqueta: espiritualidade

Sobre rituais

A nossa vida está cheia de rituais, desde o acordar e tomar o pequeno-almoço, ao ir trabalhar ou ir ao ginásio ou até mesmo o hábito de almoçar com a família todos os fins-de-semana.

Outros mais intensos e nem sempre visíveis são os rituais de passagem da infância para a adolescência, do estado de solteiro para o de casado ou quando um familiar morre e há a tradição de “mandar rezar” missas.

O ritual é um processo de transformação, de concretização ou de organização.

Quando nos iniciamos no mundo espiritual (religioso ou não) também somos confrontados com regras e rituais: a avé-maria é rezada X vezes, a vela acendida deve ser da cor Y para o amor e da cor Z para a prosperidade, o círculo deve ser aberto e fechado, o autotratamento de reiki deve ser feito 21 dias, etc…

Nem Sempre Zen – Quando nos iniciamos no mundo espiritual (religioso ou não) também somos confrontados com regras e rituais

Eu recomendo, a quem se inicia no que quer que seja nesta área, muito foco, dedicação e estudo


Mais que isso recomendo que adaptes a tua prática ao teu dia a dia e à tua maneira de ser.

Eu não consigo levantar-me às 5 da manhã para fazer yoga, ginástica, correr, meditar, fazer a marmita para o dia, tomar banho, pequeno almoço, sumos verdes, fazer a cama e ir trabalhar.

Para mim é um desgaste e uma pressão de que não preciso.

Mas se calhar tu tens tempo e energia para isso. Faz!

Tal como uma dieta alimentar é adaptada a cada pessoa baseada na sua genética, estilo de vida e gostos pessoais, as práticas voltadas para a espiritualidade também devem ser ajustadas a cada um de nós de forma individualizada.

Nem Sempre Zen – As práticas voltadas para a espiritualidade deveriam ser adaptadas a cada um de nós de forma individualizada

Quando eu digo que não tenho rituais, é porque eu não me dou bem com obrigações (porque os vejo desta forma). Mas para ti que estás a começar, se combinar com a tua forma de ser e estar fá-lo.

O mais importante é sentires-te bem, completo e em sintonia com o teu ser.

Os rituais, como já referi, podem ser um acto motivador e organizador que, se assim entenderes, te vão ajudar muito nesta jornada.


Meditação – 20 Janeiro

Hoje convido-vos a mais um momento de união de energias.

Nem Sempre Zen - Meditação 20 de Janeiro de 2019
Nem Sempre Zen – Meditação 20 de Janeiro pelas 20 horas

Dia 20 (domingo) pelas 20 horas, dia que antecede a entrada da Lua cheia, estarei a meditar com o propósito de:

  • Ligar-me mais ao meu “eu”, a quem eu sou de verdade e ter a sabedoria e a sagacidade para manifestar quem sou no mundo material;
  • Ser mais (mais de tudo aquilo que me enche a alma);
  • Assumir e agradecer a abundância na minha vida (saúde, paz, amor, prosperidade financeira, tudo aquilo que temos direito!).

Precisamos de mais verdade para connosco acima de tudo mas também para com os outros.

Por isso esta meditação é sem “mimimis”.

Vamos concentrar-nos em nós, no que somos, no que podemos executar melhor na nossa vida e como poderemos SER melhor.

Vamos olhar para dentro de nós.

Vamos meditar juntos?



Todos temos dons e ninguém é “especial”

“Hoje tive uma conversa com um rapaz. Alguém disse a ele que ele possuía dons espirituais muito fortes e que deveria desenvolvê-los. Eu tive a grata oportunidade de lhe dizer: “todos temos dons e ninguém é “especial” por isso”. Precisamos acabar com esse negócio de fazer as pessoas acreditarem que Mediunidade ou Espiritualidade dá poder ou luz a alguém.

(…) Quem tem algo a ensinar não vive de tecer elogios ou de agradar às pessoas. Ensinar conteúdo é fácil, ensinar sabedoria é transformar vidas!”

Alexandre Cumino

Nem Sempre Zen - Todos temos dons e ninguém é "especial"

Creio que o propósito deste texto, publicado originalmente no Instagram, era chamar a atenção para as “falinhas mansas” de quem gosta de agradar aos outros, usando o elogio e promovendo a ideia do quão especial o outro é.

Desde o início da minha jornada de desenvolvimento pessoal que venho lendo que o terapeuta – seja lá do que for – não te vai curar mas sim elevar-te, ensinar-te e motivar-te para que tu te cures a ti mesmo.

Da mesma forma um psicólogo não dá as respostas ao seu paciente, orienta-o para que ele mesmo chegue onde tem de chegar.

“Todos temos dons e ninguém é “especial”

Todos temos algo em nós que às vezes só precisa de um “click” para despertar. E também há uma hora para que tudo se revele diante de nós, por isso, tranquilo.

De alguma forma todos nós podemos fazer algo de bonito com a nossa vida e ajudar alguém. 

“Ensinar sabedoria é transformar vidas”

Usando o exemplo de Jesus Cristo, que ensinou a malta a pescar em vez de lhes por o peixe no prato, há que orientar as pessoas para a sua independência, para não terem de precisar de uma consulta de qualquer coisa esotérica antes de tomar uma decisão importante ou para não sentirem que as respostas estão sempre no outro.

Eu acredito firmemente que um bom psicólogo, terapeuta ou professor, tal com um bom pai ou uma mãe, orientam os seus pupilos, pacientes, filhos, a serem confiantes nas suas capacidades e independentes para tudo na vida.


Noite longa

Nem Sempre Zen – Noite Longa

Noite longa

Tão longa quanto as noites mal dormidas

Tão densa quanto a minha aflição e tão escura quanto a minha alma

Tão penetrante quanto o meu coração, que sente e anseia

Mas que não se perde nem se desespera em meio à dor e à tristeza

Na esperança do Sol que o recupera

Sol que nasce da Deusa Mãe, é um presente da natureza que nos abençoa

Celebro Yule de coração aberto, convicta de um amanhecer luminoso

A verdade está na Terra que nos ensina o recolher e o renascer, o semear e o colher

Basta escutar a sua voz carinhosa que sussurra no vento

Deusa Mãe, terra abençoada, honro-te com uma simples vela branca, símbolo de pureza

E agradeço-te a orientação e a luz que me ilumina o caminho através da noite mais longa do ano


Damien Echols – Como vencer uma morte anunciada

Damien Echols foi uma das razões porque comecei a investigar alguns temas relacionados com magia (*) e filosofia hermética.

E se este nome não te diz nada, pesquisa. Mas cuidado, podes acabar por te apaixonar pela tremenda força e perseverança deste homem.

 

Magick saved my life. Magick was the only thing in prison that gave my life purpose and kept me sane. Magick was the only thing I had to protect myself with.

Damien Echols

 

Nem Sempre Zen – Damien Echols e Jonnhy Depp (fotografia de Tamir Kalifa para o New York Times)

 

 

The West Memphis Three

 

A sua história é sobejamente conhecida.

A viver no estado do Arkansas, nos EUA, Damien Echols era um jovem que gostava de ouvir heavy metal, lia livros sobre ocultismo e vestia-se de preto.

Por causa disso – sim, sem exagero, por causa disso – aos 18 anos foi acusado da morte de 3 rapazes, brutalmente assassinados alegadamente na sequência de um ritual satânico.

Damien foi preso juntamente com outros dois jovens mas apenas ele foi condenado à morte.

O caso teve repercussões a nível nacional internacional.

Artistas como Jonnhy Depp, Eddie Vedder (Pearl Jam) e Peter Jackson (realizador da trilogia “O Senhor dos Aneis”) foram incansáveis no apoio ao jovem para que a verdade sobre o caso fosse desvendada.

 

 

Damien Echols

 

Damien Echols esteve quase 20 anos no corredor da morte, nos EUA (where else?!…) e durante esse tempo lutou pela sua sanidade mental agarrando-se aos livros e invocando anjos, entoando mantras e desenhando formas geométricas sagradas.

Na prisão conheceu várias pessoas, entre presos e visitas desses presos, que lhe trouxeram novas perspectivas da vida.

Dedicou-se ao estudo, tornou-se sacerdote/monge e conheceu e casou com a mulher que o tem ajudado a provar a sua inocência, Lorri Davis, protagonizando uma extraordinária história de amor.

 

Nem Sempre Zen – Damien Echols e Lorri Davies

 

Damien foi privado do contacto com outros seres humanos durante muitos anos, confinado a uma solitária, sempre consciente de que um dia qualquer poderia ser morto.

 

 

O seu crime? Ser “diferente”

 

Há uns tempos fiz binge watching da série “I am a Killer” sobre detidos, condenados à pena de morte em cadeias norte americanas.

Todos eles, de alguma forma, assumem os crimes que cometeram.

Comecei a série a chorar com pena, passei pela fase de “coitado, se a tua vida tivesse sido diferente..” até ao fim em que já só pensava “este homem é uma merda de ser humano…”

Mas o Damien Echols não está em nenhuma dessas situações. O seu único crime foi gostar de bandas de heavy metal, ler livros do Aleister Crowley e vestir-se de preto numa cidade religiosa, preconceituosa e ignorante.

Damien foi libertado da prisão em 2011, no seguimento de um acordo feito com as autoridades.

Apesar de naturalmente ter sofrido de stress pós traumático e ansiedade social após a sua libertação, Damien não se tornou aquilo que tão facilmente poderíamos esperar de um homem nestas condições.

 

 

High Magick

 

 

I’m not here to tell you what to believe and I’m not here to convert anyone. I’m here to share what has worked for me through thick and thin, today as a free man and during those years I spent in hell.

Damien Echols

 

Damien Echols lançou em Novembro um livro sobre Alta Magia, entitulado precisamente “High Magick“, com prefácio do músico Eddie Vedder, uma das muitas personalidades públicas que sempre apoiou a causa de Damien e da sua esposa Lorri.

 

O livro chegou cá a casa recentemente e eu estou a ler devagar, a sorver toda a informação com um tremendo prazer.

A temática do livro daria um outro artigo – e seria preciso alguma pesquisa mais aprofundada da minha parte (se alguém estiver interessado faça-me a referência que eu depois trabalharei nisso com todo o gosto).

Para já quero apenas fazer a referência à brutal coragem e força de espírito deste homem que se dedicou a estudar e a praticar uma arte tão antiga e misteriosa (ou nem tanto assim) que lhe deu as ferramentas para acreditar que a sua causa seria resolvida muito antes da execução da sua sentença de morte.

O objectivo de Damien com a publicação deste livro é de partilhar o que aprendeu. Tornar mais simples e acessível um conhecimento ancestral que, no fim das contas, pode ser aplicado ao nosso dia-a-dia e …caramba, até salvar vidas! Como salvou a sua.

 

 

Ser ou não “a vítima”

 

São estas e outras historias semelhantes que me fazem pensar que realmente há quem lute e há quem se faça de vitima.

Teria sido tão fácil este homem descambar…

Estudos realizados com sobreviventes do Holocausto, referem que muitos conseguiram sobreviver devido à sua atitude em recusar o papel de vítima.

 

 

Your attitude is a vital factor in determining whether you will survive or perish, succeed or fail in life.

Viktor Frankl contended that many of the survivors of German concentration camps were able to endure because they refused to give in to feeling victimized.

Instead, although stripped of all their rights and possessions, they used one remaining freedom to sustain their spirit; the freedom to choose what attitude or position they would take in relation to the horror they faced.

“It was the freedom to bear oneself ‘this way or that,’ and there was a ‘this or that'”.

In Psycholoy Today “Don’t play the victim game

 

E tu, o que achas que farias estando na pele dele?

 

 

(*) magick, no sentido mais esotérico do termo e não magic associada a prestidigitadores


error: