Nem Sempre Zen

Desenvolvimento Pessoal & Espiritualidade by Patrícia Zen

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Ouvir só o que nos interessa é limitante

Nem Sempre Zen – Saber conversar com pessoas cujas opiniões são diferentes das nossas é muito importante

Nós gostamos de ouvir o que se coaduna com os nosso ideais precisamente porque é uma forma de validar as crenças que temos.

Quando alguém faz um discurso contrário aos nossos ideais, a gente nem ouve, desliga a tv, o rádio, fala mais alto, se sobrepõe ao discurso do outro, insulta, enfim…

No entanto, para cimentarmos as nossas ideias, a nossa perspectiva, é fundamental ouvir o pensamento do outro lado e escutar os argumentos do “adversário”.

Apenas assim conseguimos estar na posse de todos os elementos para melhor formar um julgamento justo acerca de alguém, avaliar uma determinada situação ou chegar a uma conclusão acerca de um qualquer assunto

Ouvir só o que nos interessa é limitante.

Ouvir todos os lados da história, é inteligente.

Avaliar, decidir e agir pela nossa cabeça é ser livre


Pensa sempre. Inútil é não pensar.

Nem Sempre Zen – Pensa sempre. Inútil é não pensar.

Para começo de conversa, pense sempre, pense muito e coloque isso na cabeça: a curiosidade do mundo não tem limites. Somos todos absolutamente carentes de informações.  

Apesar de muitos saberem muito sobre muitas coisas, ninguém sabe tudo de tudo.  

Pense muito e pense bem nisso. Aliás, pense nisso e naquilo. Pense a quilo. Pense às toneladas, pense aos montes. 

Pensar é o caminho. Pensar nos porquês da vida, nas questões do mundo, no valor das coisas ou o pouco valor que as coisas possam ter.  

texto de Edgard de Oliveira Barros 

Este texto é de um professor de Jornalismo, em resposta a uma das questões mais colocadas pelos seus alunos: sobre o que escrever

Pensa nos “porquês”

Tomo a liberdade de aplicar a mesma ideia ao meu e ao teu processo de auto conhecimento: Pensa, pensa bem, pensa nos porquês da vida. 

Vamos voltar à criancice e perguntar “porquê” de minuto a minuto. Vamos voltar à adolescência e questionar tudo.  

Vamos ser jornalistas da nossa mente e dos nosso sentimentos e perguntarmos a nós próprios: porquê? 

Desenvolver a imaginação e o espírito crítico

Toda a gente acha que sabe muito mas embora saibamos muito de muita coisa, não sabemos tudo.

Vivemos num mundo que acredita ter respostas para tudo e, por isso, esquecemos de questionar a vida através do nosso olhar pessoal.

Nós estamos constantemente à procura que o outro nos dê as respostas (certas ou erradas), ao invés de as procurarmos por nós mesmos.

Vamos aos poucos destruindo o nosso espírito crítico, o pensamento analítico, aquele que imagina, que questiona, que inventa, que fracassa e volta a tentar à procura da solução.

Que seria do nosso mundo se os grandes filósofos e inventores não tivessem ousado pensar?!

Nem Sempre Zen – “Olhe para o céu, olhe para a frente, olhe para os lados, olhe para o chão e pense em cada detalhe que você viu”

Olhe para o céu, olhe para a frente, olhe para os lados, olhe para o chão e pense em cada detalhe que você viu.

Pense nas estrelas, na lua, nas nuvens. Que diabos fazem as nuvens penduradas lá no céu? Quem as segura lá?  

E essa lua prateada e envolvente que tantas paixões despertou em tanta gente e em tantos poetas? O que faz a lua nesse contexto todo? 

Aposto que milhões de pessoas gostariam de ouvir explicações sobre essas questões que aparentemente não passam de grandes bobagens.  

Cultura inútil, como dizem os inúteis.  

Cultura nunca é inútil. Inútil é não pensar.  

texto de Edgard de Oliveira Barros 


Síndrome do guru

Nem Sempre Zen – Síndrome do guru

Há uns dias deparei-me com uma mensagem no mínimo bizarra.

Alguém me enviou uma mensagem pelo messenger do facebook, que só vejo quando estou no desktop, alegadamente a avisar-me para o perigo de certas instituições e pessoas que se dizem terapeutas, que lhe estavam a destruir a vida.

Além de estranheza pelo macabro da história, senti que, se fosse verdade, há aqui duas questões importantes a ser abordadas.

Primeiro: cais uma, cais duas, mas à terceira vez só cais se quiseres e culpar os outros pela nossa desgraça é um “bombom” amargo.

Segundo: é natural que depois de sofreres uma decepção num terapeuta de reiki, num massagista, médico, psicólogo, o que seja, fiques desconfiado e percas a fé na pessoa e na prática.

Não podemos passar a vida desconfiados mas…

Vamos acreditar que a maior parte dos profissionais, qualquer que seja a sua área de actuação, são devidamente qualificados e prestam bons serviços, de forma ética e responsável.

Depois há ali uma franja de pessoas que são simplesmente desumanas, arrogantes e vaidosas. E ainda há aqueles que, não tendo qualificações, gostam muito de opinar.

O site “Nem Sempre Zen” tem um disclaimer a explicar o que se diz e porquê e o que não se pode dizer ou fazer.

Eu, Patrícia, falo de assuntos que ou estudei e tenho conhecimento de causa ou são minha experiência pessoal.

A minha experiência pessoal é a minha experiência. E se a partilho é porque penso que possa ajudar e inspirar. Mas não é lei.

“Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades.”

Cherrine Cardoso

Cuidado com os “falsos profetas”

Há pessoas com as quais precisamos ter cuidado porque o seu único objectivo é a auto promoção e o colmatar das suas próprias inseguranças.

São pessoas que se acham especiais porque ajudam os outros.

Ora bolas! É nossa obrigação como seres humanos ajudar a todos. Ponto.

E o profissional do que quer que seja tem obrigação de ser bom profissional.

É simples.

Nem Sempre Zen – Somethings smell like bullshit eheh

Quando o alarme toca

Para mim, o “bullshit detector” toca o alarme quando vejo muita auto promoção, muita fanfarronice e frases feitas sobre como o seu trabalho vai mudar vida da pessoa – esta li num post de uma guru da moda super conhecida, com milhares de seguidores… até me arrepiei!

“Bons mentores, bons professores, bons coaches são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos.

Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda para si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele.”


Cherrine Cardoso

O guru bom, como lhe chama a professora de Yoga Cherrine Cardoso, é aquele que ensina a fazer. É aquele nem sempre tem respostas mas que suscita as perguntas e ajuda a pensar.

É o que ensina a caminhar sem precisa de muletas.

Abre o olho

Não vou dizer que nunca sou enganada. Ui, já fui. E à vezes ainda sou. Só que já são uns bons anos em cima do lombo a observar pessoas na área da espiritualidade e até posso cair na esparrela mas não fico lá a chafurdar muito tempo. Nem pensar!

Não respondi à mensagem de que falei no início do texto porque achei o discurso esquizofrénico e não me meto nisso.

Mas serviu de inspiração ….

Abre o olho e questiona sem quaisquer problemas. Afinal, é da nossa vida que estamos a falar e temos de cuidar dela com muito carinho.


A minha vida está uma m****

Então, como ser feliz?!

Em primeiro lugar, desliga as redes sociais – principalmente as contas de quem te transmite que a vida é mágica 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Desliga a televisão, principalmente nos telejornais que além de desgraças, produzem notícias ocas e desprovidas de informação útil e verdadeira.

Fecha esse livro de auto-ajuda que te está a tornar inquieta e ansiosa.

E depois de leres o que tenho para te dizer fecha também aqui o separador do Nem Sempre Zen!

Nem Sempre Zen - Como ultrapassar os momentos em que bate o desespero?
Nem Sempre Zen – Como ultrapassar os momentos em que bate o desespero?

Ninguém está livre de ter problemas

Mesmo as divas da auto-ajuda.

Se fores ver, as maiores personalidades nesta área, passaram por problemas gravíssimos, de saúde e familiares.

Já li artigos de mulheres e homens que ultrapassaram a morte de um filho, outros conseguiram curar-se de um cancro, outros reconstruiram as suas vidas depois de terem ficado desempregados.

Se hoje estão bem, houve tempo em que não era assim.

Apesar de eu estar a dar estes exemplos, não te compares com os outros. O que eu quero dizer é que no meio da aflição é possível encontrar paz.

A tua vida está uma m****, a minha também não é perfeita. Mas estamos aqui!

O que é realmente importante para ti?

Pensa comigo, quais são as coisas que realmente são importantes para ti?

Provavelmente não pensaste em coisas mas sim em pessoas ou emoções, correcto?

Se tiveres filhos de certeza que pensaste neles. Se tiveres pais, irmãos ou avós também estiveram na tua mente. O teu companheiro ou companheira.

A satisfação que retiras do teu trabalho ou dos teus hobbies.

Isso significa que valorizas sentimentos, vivências e não bens materiais.

Podes dizer: “ah mas a minha relação com a minha irmã é horrível!” ou “o meu chefe é manipulador” ou mesmo “o meu irmão é toxicodependente.”

São situações aflitivas, claro que sim! Isso dá-te todo o direito de te sentires triste e frustrada.

Agora pensa… em quais destas situações podes ter uma atitude diferente que possa modificar o que sentes?

Nem todas as soluções para os problemas estão nas tuas mãos. Faz o teu melhor, ajuda quem precisa, limpa o coração de mágoas e cuida do teu interior.

“Mas e isso vai fazer com que a minha vida deixe de estar uma m****?”

Os problemas talvez continuem por ai mas…

Se começares a observar as situações do ponto de vista daquilo que tu podes ou não podes fazer, isso pode ajudar-te a diminuir a ansiedade, a ver o problema por uma lente mais limpa e pode inclusive fazer-te perceber que esse obstáculo já não tem o mesmo impacto que tinha antes e que é ultrapassável.

Respira fundo e segue…


Só por hoje

Ansiedade 

 

Eu já vivi num estado de ansiedade extrema. Ansiedade. Controlo. Falta de confiança. 

O dia seguinte preocupava-me: Como vai ser? O que vou dizer? O que vou fazer?  

Qualquer coisa que acontecia fora do planeado alterava-me o sistema: “E agora, só problemas, só problemas! Só a mim me acontece isto! O que fazer?”

Resolver problemas era um problema: “Eu não sei resolver isto! Estou sozinha e agora? O que fazer?”

 

Nem Sempre Zen – Ansiedade

 

 

O que fazer? O que fazer? 

 

E aquilo entra num loop tresloucado.  

Durante uns anos tive alguns ataques de pânico e um sentimento muito grande de impotência, sobretudo uma grande preocupação com o que fazer no amanhã. 

 

 

A Sra. Ansiedade e o Sr. Tranquilo 

 

Quando fui viver com o meu marido nós éramos a Sra. Ansiedade e o Sr. Tranquilo. Eu queria planear tudo ao ínfimo pormenor e ele respondia “logo se vê” ou qualquer coisa do género. 

Se ao inicio foi estranho (e irritante!), com o tempo foi terapêutico.  

 

Largar da mão a necessidade de ter tudo controlado, porque há coisas que nós não controlamos (ponto final.) e (re)aprender a ter confiança em mim mesma, foram meio caminho andado para me ajudar a ultrapassar a ansiedade. 

 

Obviamente fiz psicoterapia, o que foi uma tremenda ajuda. Ver o nosso pensamento, num momento de ansiedade, ser “mastigado e cuspido” de forma organizada é como levar um murro no estômago!  Dói imenso no impacto mas passa rápido e quando dás por ti, pensas “como é que é possível a minha cabeça estar neste estado? O que é que estou a fazer a mim mesma?” 

 

Actualmente, estou muito mais “relaxada” em relação ao que há-de vir porque na verdade, só temos o hoje para viver. Podemos (e devemos) fazer planos mas sempre de forma descontraída e com planos B e C ou então sem planos, se fores do tipo “tá-se bem”.  

 

Porque está tudo bem

 

Problemas vão existir sempre mas se não os olharmos com calma e espírito analítico não os vamos conseguir resolver, não sem desgastar a nossa saúde mental, que é tão preciosa. 

 

 

Nem Sempre Zen – Tudo é relativo

 

 

 

Tudo é relativo 

 

Se fores a ver, aquilo que é um grande problema para ti, pode ser de fácil resolução para outra pessoa e vice versa, o que só prova que tudo é relativo.  

As tuas vivências pessoais, o background familiar ou  o teu estado de espirito no momento, tudo isto contribui para a tua forma de olhar os obstáculos. Há quem os veja como o fim do mundo, outros vêm desafios a superar com sucesso.  

Nada é real e tudo é relativo. 

 

 

 

Só por hoje

 

Reiki também nos ensina isso, a viver um momento de cada vez.  

Os seus cinco princípios assentam na premissa do “só por hoje”. Viver o dia, sentir o dia, refletir no dia. Ser grato pelo dia.  

Um passo de cada vez.  

 

“A frase só por hoje chama a atenção pera a necessidade de vivermos no presente e também nos alivia do peso que seria pensar em ter ele seguir os princípios para toda a vida. Já pensou na responsabilidade e na dificuldade de cumprir os princípios para sempre? Parece um objectivo impossível não estou? Mas se pensarmos em cumpri-los até ao final de um dia sai-nos um grande peso das costas e já parece um feito possível de se alcançar.” 

Sara Cardoso em “A psicologia do Reiki” 

Nem Sempre Zen – Gokai

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