Nem Sempre Zen

Ferramentas de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal

Nem Sempre Zen

Sobre a intolerância

 

Sobre a intolerância

 

Aceitar as diferenças e ajudar a criar um mundo mais pacifico e compreensivo

 

Esta é só uma pequena reflexão sobre a intolerância, o julgar os outros, sobre a diferença de pensamento e a necessidade de ensinar os jovens – que às vezes nos parecem tão perdidos – a encontrar um propósito para a vida.

Este propósito pode ser algo tão simples (e simultaneamente tão complexo) como ajudar a erguer um mundo mais pacífico e compreensivo.

 

 

Nem Sempre Zen –
Aceitar as diferenças e ajudar a criar um mundo mais pacifico e compreensivo

 

 

Ovelha tresmalhada

 

Eu não tenho de me encaixar mas a sociedade cria todas as oportunidades para que eu seja mais um carneirinho a obedecer a regras e convenções sociais.

Toda as pessoas começam a ser condicionadas desde cedo a ideais sociais que não fazem já o menor sentido.

 

Porque é que os meninos têm de cortar os cabelos e não podem brincar com bonecas?

Porque é que as meninas têm de ser as princesas do castelo? Porque é que não podem ser elas as “matadoras de dragões”? As heroínas da história?

 

E isto é só um pequeno (e muito gasto) exemplo.

Mas… o que acontece se aquela ovelhinha sair fora da fila? E se ela quiser ir explorar outros caminhos? Outros pastos?

Não teremos nós a opção de escolher aquilo que nos faz sentir bem? Mesmo que não seja socialmente correcto?

Não advogo a anarquia mas sou pela liberdade de viver como quero e com as minhas próprias regras. Contudo, sei que para isso tenho sempre de respeitar o outro.

 

 

Compreender as diferenças

 

É imprescindível que as futuras gerações sejam compassivas, honestas e inclusivas.

É claro que há diferenças culturais, religiosas, sexuais, mas todos são merecedores de respeito e não é certo fazer julgamentos.

 

Mas o que nós vemos mais, apesar de vivermos uma época mais tolerante, são jovens a agredir outros jovens, a insultar com base da cor da pele, da origem, da religisão, são raparigas a aceitar que um namorado lhes bata, são jovens fúteis, perdidos na ânsia de serem aceites.

Há uma tendência para valorizar aquilo que pode ser mostrado e que é visto pelos outros.

 

Precisamos ensinar os nossos jovens a amar pessoas, não embalagens.

 

Mas nós somos mais do que corpos, bonitos ou feios, homens ou mulheres, pretos ou amarelos às bolinhas. Nós somos pessoas.

O ser humano é imenso e não deve ser catalogado porque isso é redutor das nossas potencialidades. Toda a gente tem algo a acrescentar.

 

 

Ensinar os jovens a viver respeitando o outro

 

Nós que estamos de alguma forma ligados a pessoas mais jovens, sejam filhos, irmãos, sobrinhos, amigos ou alunos, temos o dever de os encaminhar para uma vivência comum baseada no respeito e na aceitação das capacidades de cada um.

É necessário ensiná-los a perceber que todas as pessoas têm o seu valor, independentemente das suas capacidades físicas ou da sua origem cultural.

 

Precisamos ajudá-los a pensar pela sua própria cabeça e não a “emprenhar pelos ouvidos”.

Precisamos orientá-los a seguir as regras mas não a cingir-se apenas ao pensamento estabelecido – sempre com respeito pelo próximo.

Podemos até não concordar com um certo estilo de vida ou com a religião do outro mas é com julgamentos e juízos de valor deste género que as guerrinhas começam.

 

Como diz Alexandre Cumino, “o diabo é o deus dos outros”.

Só porque não entendemos não podemos desprezar, insultar ou enxotar da nossa existência.

 

Ainda que não saibamos tudo o que há a saber, porque também nós adultos estamos constantemente a aprender, deveríamos partilhar as nossas experiências  com os jovens de forma a ajudar a (re)construir uma sociedade mais justa e compreensiva.

 

 

 

 

 

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