Nem Sempre Zen

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Regressar das férias e ter uma razão de viver

Regressar das férias e ter uma razão de viver – O que é que uma coisa tem que ver com a outra?

 

Regressar de férias

 

No início da semana conversava com uma moça acerca das caras rabugentas de fim de férias. Ela, que quase teve um acidente logo na 2ª feira de manhã, dizia que as pessoas parece que vêm doidas.

Não me admira, tendo em conta que, aposto, a maioria não está satisfeita com o trabalho que tem e por isso é tão resistente a esta época de final de férias e regresso ao trabalho.

 

 

Nem Sempre Zen – O regresso ao trabalho após as férias  (photo Pexels.com)

 

 

 

Faz-me pensar um pouco numa coisa que escrevi há uns meses, sobre ir “desopilar” para desligar do mundo, que se aplica ao regresso das férias:

 

 

 

 

 

“ (…) E quando voltares não deprimas.

Vais perceber que afastado da tua rotina precisavas de muito menos para estar em paz contigo e ser feliz.

Mas não faz mal sentires-te assim. O ambiente que te rodeia no dia a dia é diferente daquele para onde foste e te sentiste despojado.

Aprende a viver com isso.

Eu percebi que aqui na cidade, por assim dizer, preciso de algumas ferramentas para lidar com energias e situações: seja a prática da meditação, sejam cristais, uma carta de tarot com uma orientação ou uma planta para cuidar.

No meio da floresta eu não preciso disso porque já estou imbuída desse espirito natural e despojado.”

 

 

Ou seja, é normal que o regresso seja dramático, é uma mudança de ritmos que mexe intensamente connosco, mas não é, não pode ser, o fim da macacada!

 

 

Ultrapassar a “má vontade” de voltar à rotina

 

Eu, por exemplo, actualmente não sofro muito com o regresso das férias porque gosto bastante do meu trabalho, embora admita que não seja um projecto para a vida toda.

Mas quando estás mesmo naquela de “oh que chatice, vai voltar tudo à mesma mesmice!” … pensa que quando há situações que não podemos mudar o ideal é:

 

– Continuar, fazendo o teu melhor, e começar a visualizar um cenário que se coadune mais com os teus desejos;

– Arranjar um passatempo, meditar, fazer desporto ou qualquer actividade que te possa distrair depois de um dia de trabalho;

– Fazer voluntariado;

– Não te equiparares com as outras pessoas, cada um tem as suas próprias dificuldades e lutas, não é justo para ti proprio fazeres esse tipo de comparação;

– Sê feliz com o que tens – sem nunca deixar de almejar melhor, se é o que desejas. Mas aprende a apreciar aquelas coisas a que habitualmente não dás valor.

 

(estes são exemplos de coisas que fiz – ou estou a fazer )

 

 

Razão de viver

 

Nem Sempre Zen – A razão de viver não é sinónimo de objectivos, metas a alcançar e conquistas (photo by Pexels.com)

 

A razão de viver não é sinónimo de objectivos, metas a alcançar e conquistas.
Os japoneses chamam-lhe IKIGAI.

IKI = VIVER

GAI = RAZÃO

 

Ter ikigai significa ter uma razão de viver, que não exactamente está relacionado com o “ter” ou “fazer” coisas.

 

Este conceito convida-nos a pensar:

Quais são os meus valores mais sentimentais?

Quais são as pequenas coisas que me dão prazer?

 

Eu cá vou pensar nisso.

E tu? Tens ikigai?

 

 

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