Nem Sempre Zen

Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal by Patrícia Zen

Nem Sempre Zen

Hábitos (e dicas) para ultrapassar os momentos “nem sempre zen”

A segunda convidada a vir partilhar a sua experiência é a minha amiga Joana Silva.

A Joana tem um site, o Terapias D’Alma, onde podes encontrar imensas dicas da medicina ayurvédica para várias situações.

Ela é enfermeira, terapeuta de massagem ayurveda, reikiana e tem uma paixão imensa, de há muitos anos, por cristais e seus efeitos energéticos e terapêuticos.

Já tivemos um artigo dela aqui no site, Infusões para dias “nem sempre zen”, que podes reler aqui .

Hoje a Joana vem partilhar hábitos que a ajudam a ultrapassar momentos “nem sempre zen”.

Nem Sempre Zen - "Liberto a energia que carrego com o movimento, a música anima as minhas células, e eu começo a sentir-me mais alegre e leve". Imagem pixabay
Nem Sempre Zen – “Liberto a energia que carrego com o movimento, a música anima as minhas células, e eu começo a sentir-me mais alegre e leve” (imagem pixabay)

Os momentos menos zen… Todos os temos, certo?!   

Por Joana Silva

Aqui partilho alguns dos meus hábitos nestes momentos, coisas que faço para os conseguir ultrapassar. A minha escolha depende também um pouco da situação específica e do meu estado de espírito (posso estar triste, frustrada, nervosa), mas aplicam-se à maioria das situações.

Dançar: escolho uma música que me faça mexer, e danço. Não necessariamente numa coreografia bonita, muito menos com passos planeados: deixo o corpo seguir o ritmo da música e fazer o que bem lhe apetece. Liberto a energia que carrego com o movimento, a música anima as minhas células, e eu começo a sentir-me mais alegre e leve.

Escrita: escrevo quase sem pensar, despejando aquilo que sinto; desde emoções e preocupações, à forma como desejo que a situação se resolva. Escrevo em poema, em prosa, frases soltas… enfim, o que me apetecer no momento. São desabafos que faço no papel, que me ajudam a perceber-me melhor, sendo também uma boa forma de autoconhecimento.

Cristais e Reiki: conecto-me com a energia de alguns dos meus cristais, como, por exemplo, o quartzo rosa; coloco este cristal no Chakra cardíaco e faço Reiki ao mesmo, durante o tempo que eu sentir necessário. O cristal vai potenciar os efeitos do Reiki, que me ajuda a curar, a libertar os meus bloqueios, e a equilibrar as minhas emoções. Sinto-me sempre com uma paz enorme após fazer isto.

Nem Sempre Zen – Hábitos para ultrapassar momentos mais complicados da vida (imagem pixabay)

Natureza: pode parecer cliché, mas não é. Fugir um bocadinho para mais perto da natureza realmente ajuda-me. Não preciso de ir para a praia, nem para uma floresta (apesar de tanto o mar como as árvores serem muito meus amigos nestes dias); basta um pedacinho de Natureza, como as plantas que tenho na minha varanda. Sento-me ao pé delas, converso com elas, observo cada detalhe de cada uma delas, recebo a energia boa delas. Elas relembram-me muitas vezes que é preciso ter paciência, calma.

Mantras: escutar e entoar mantras. O meu professor de Yoga falou-me de um retiro a que ele foi, em que passavam o dia em silêncio enquanto escutavam mantras, e nas transformações que sentiu dentro dele e notou à sua volta. Decidi experimentar um dia em casa, só porque sim, e fiquei rendida. Sinto-me sempre tão grata, tão leve, mesmo quando não sei ainda entoar aquilo que escuto. Os mantras são realmente algo poderoso.

Estas minhas técnicas podem não ajudar todas as pessoas da mesma forma, mas comigo funcionam.

Para mim o segredo é mesmo esse: procura o que funciona para ti, e faz isso.

😉

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Desafio – Ultrapassar momentos “nem sempre zen”

Tenho estado a tirar mais tempo para mim, a fim de viver os meus processos internos, estudar e meditar, ao mesmo tempo que estou com alguns desafios profissionais que me ocupam bastante. Por essa razão, não tenho tido tanta disponibilidade para escrever.

Como tenho sentido esta casa um pouquinho “vazia”, resolvi convidar pessoas que queiram partilhar as suas vivências a escrever no “Nem Sempre Zen“.

Nem Sempre Zen – Todos podemos beneficiar das experiências pessoais dos nossos companheiros de viagem

Tive a ideia de desafiar as pessoas que me seguem no Instagram a escrever uma palavra que definisse a forma como ultrapassam os seus momentos “nem sempre zen”, aqueles momentos que nos deixam os cabelos em pé e nos fazem repensar, reavaliar e questionar tudo.

O objectivo era escolher 5 pessoas para escreverem um artigo para o site.

Mas a resposta ao desafio foi tão surpreendente que decidi enviar o convite a mais dos que as 5 pessoas que inicialmente tinha pensado escolher.

Quero muito abrir este espaço a almas de diferentes idades e vivências, para partilhar as suas experiências pessoais. E confesso que estou curiosa.

No fundo, todos nós acabamos por beneficiar com o relato de outros pois há sempre algo com que nos relacionamos ou que podemos aprender.

A primeira pessoa a contar um pouco de si é o César da Costa Lima, a quem muito agradeço as palavras e o ter aceite o meu convite.

O César designa-se como adepto da modalidade de surf e humilde estudante do mar, mares e ondas.

Surfar o desafio – uma metáfora da vida

Por César da Costa Lima

De vez em quando chegam aqueles momentos em que somos confrontados com umas ondas gigantescas.

Ao observá-las erguendo-se na nossa frente, na sua imensidão e intensidade, sabemos que seremos atingidos pela Mãe Natureza com toda a sua força e poder, tal e qual como se fossemos enfiados dentro duma máquina de lavar a roupa (e envolvidos no turbilhão.).

Neste “wipeout” que se segue, logo quando as ondas nos caem em cima e sentimos que vamos ser engolidos pelo medo, pelo pânico e pelo desespero, é precisamente neste momento que temos que nos desafiar a nós próprios, virar o acontecimento de pernas para o ar e assim encontrar a nossa força, a paz e a esperança, pois existe sempre uma luz ao fundo do túnel.

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Ouvir só o que nos interessa é limitante

Nem Sempre Zen – Saber conversar com pessoas cujas opiniões são diferentes das nossas é muito importante

Nós gostamos de ouvir o que se coaduna com os nosso ideais precisamente porque é uma forma de validar as crenças que temos.

Quando alguém faz um discurso contrário aos nossos ideais, a gente nem ouve, desliga a tv, o rádio, fala mais alto, se sobrepõe ao discurso do outro, insulta, enfim…

No entanto, para cimentarmos as nossas ideias, a nossa perspectiva, é fundamental ouvir o pensamento do outro lado e escutar os argumentos do “adversário”.

Apenas assim conseguimos estar na posse de todos os elementos para melhor formar um julgamento justo acerca de alguém, avaliar uma determinada situação ou chegar a uma conclusão acerca de um qualquer assunto

Ouvir só o que nos interessa é limitante.

Ouvir todos os lados da história, é inteligente.

Avaliar, decidir e agir pela nossa cabeça é ser livre

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Pensa sempre. Inútil é não pensar.

Nem Sempre Zen – Pensa sempre. Inútil é não pensar.

Para começo de conversa, pense sempre, pense muito e coloque isso na cabeça: a curiosidade do mundo não tem limites. Somos todos absolutamente carentes de informações.  

Apesar de muitos saberem muito sobre muitas coisas, ninguém sabe tudo de tudo.  

Pense muito e pense bem nisso. Aliás, pense nisso e naquilo. Pense a quilo. Pense às toneladas, pense aos montes. 

Pensar é o caminho. Pensar nos porquês da vida, nas questões do mundo, no valor das coisas ou o pouco valor que as coisas possam ter.  

texto de Edgard de Oliveira Barros 

Este texto é de um professor de Jornalismo, em resposta a uma das questões mais colocadas pelos seus alunos: sobre o que escrever

Pensa nos “porquês”

Tomo a liberdade de aplicar a mesma ideia ao meu e ao teu processo de auto conhecimento: Pensa, pensa bem, pensa nos porquês da vida. 

Vamos voltar à criancice e perguntar “porquê” de minuto a minuto. Vamos voltar à adolescência e questionar tudo.  

Vamos ser jornalistas da nossa mente e dos nosso sentimentos e perguntarmos a nós próprios: porquê? 

Desenvolver a imaginação e o espírito crítico

Toda a gente acha que sabe muito mas embora saibamos muito de muita coisa, não sabemos tudo.

Vivemos num mundo que acredita ter respostas para tudo e, por isso, esquecemos de questionar a vida através do nosso olhar pessoal.

Nós estamos constantemente à procura que o outro nos dê as respostas (certas ou erradas), ao invés de as procurarmos por nós mesmos.

Vamos aos poucos destruindo o nosso espírito crítico, o pensamento analítico, aquele que imagina, que questiona, que inventa, que fracassa e volta a tentar à procura da solução.

Que seria do nosso mundo se os grandes filósofos e inventores não tivessem ousado pensar?!

Nem Sempre Zen – “Olhe para o céu, olhe para a frente, olhe para os lados, olhe para o chão e pense em cada detalhe que você viu”

Olhe para o céu, olhe para a frente, olhe para os lados, olhe para o chão e pense em cada detalhe que você viu.

Pense nas estrelas, na lua, nas nuvens. Que diabos fazem as nuvens penduradas lá no céu? Quem as segura lá?  

E essa lua prateada e envolvente que tantas paixões despertou em tanta gente e em tantos poetas? O que faz a lua nesse contexto todo? 

Aposto que milhões de pessoas gostariam de ouvir explicações sobre essas questões que aparentemente não passam de grandes bobagens.  

Cultura inútil, como dizem os inúteis.  

Cultura nunca é inútil. Inútil é não pensar.  

texto de Edgard de Oliveira Barros 

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1 ano de Nem Sempre Zen



Nem Sempre Zen – Há 1 ano a escrever do meu coração para o teu

O primeiro artigo foi publicado no site no dia 9 de Fevereiro de 2018.

O “Nem Sempre Zen” começou por ser uma plataforma motivacional para a minha tentativa de levar avante um plano alimentar que me permitisse voltar a ter um peso adequado, cumprindo indicações médicas.

O resto surgiu através da ideia de que talvez eu pudesse encontrar uma filosofia de vida que me fizesse olhar a alimentação de uma forma diferente e me ajudasse a encontrar algum equilíbrio.

Este caminho veio a tornar-se antes um processo de autoconhecimento muito bonito.

O site foi idealizado e construído por mim. A manutenção e a gestão do site e redes sociais, é feita por mim.

Há muita coisa que eu gostava de acrescentar e alterar para melhorar a forma e o conteúdo do site mas a verdade é que este é, por enquanto, apenas um hobbie, sujeito à disponibilidade de tempo que uma pessoa que trabalha fora em full time tem.

Acima de tudo gostava que o site e o trabalho que desenvolvo aqui e nas redes sociais, nomeadamente, no Instagram, fosse sinónimo de partilha, de desenvolvimento e de aprendizagem.

Por isso, comenta, faz sugestões, apresenta criticas, ajuda-me a oferecer mais e melhor conteúdo.

Obrigada!

Nota: para todos os subscritores do site, vou oferecer uma mensagem, do meu coração para o teu. Fica atento ao teu e-mail nos próximos dias.

Esta mensagem tem por objectivo ajudar-te a continuar a crescer, pessoal e espiritualmente e a seres uma luz e uma mão amiga para todos os que te rodeiam.

Porque parte, se não toda, a nossa existência é / será pautada pelo apoio que damos aos nossos semelhantes, independentemente das suas ideologias.

Estamos todos aqui para evoluir.

Uma alma é uma alma.

Amor é amor.

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