Nem Sempre Zen

Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal by Patrícia Zen

Nem Sempre Zen

Nem sempre, ou quase nunca, zen

Irreverente e perspicaz, a minha amiga Sara, é a convidada de hoje do Nem Sempre Zen.

A Sara é professora de yoga e estudante de astrologia (futura astróloga, portanto!) e é também autora do Vikasa.pt, um site sobre yoga, autoconhecimento e espiritualidade, cuIdados naturais e alimentação saudável.

Quase nunca zen

Por Sara Tibério

Uma vez, no meu primeiro emprego, disseram-me que eu era “desenrascada” (era um elogio, atenção).

Eu mantive a poker face mas por dentro desmanchei-me a rir, apercebi-me que não me conheciam de todo. Posso aparentar ser chill e tal mas por dentro vai aqui uma royal mess.

Há medida que me vou apercebendo dos ciclos da natureza, especialmente das flutuações da lua e das movimentações dos astros, que não dançam apenas no céu mas também dentro de nós, permito-me, mais e mais, sentir e expressar as emoções que me inundam. 

Não tenho truques infalíveis para vos dar sobre o que resulta ou não porque vai depender de pessoa para pessoa e variar de momento para momento; mas há, sem dúvida, coisas que recomendo.

Nem Sempre Zen – “O que vos pede o corpo? Aprendam a escutá-lo.”

A primeira aprendi com uma amiga (beijinhos, salty!)  Num momento em que estejam bem, façam uma lista das coisas que sabem que vos deixam de bom humor, como tomar um banho com sais, comer fruta doce, ouvir uma playlist preparada para essa ocasião… tragam sempre essa lista convosco, apontada no telemóvel, por exemplo.


O que te pede o corpo?

Na hora do rollercoaster emocional, e caso os itens da lista não estejam a ser suficientes, deixem o instinto actuar. O que vos pede o corpo? Aprendam a escutá-lo. Se vos apetecer chocolate comam. Se vos apetecer dormir, não importa a hora do dia, durmam (dentro do possível, claro). Se vos apetecer mexer, pratiquem yoga, dancem sozinhos pela casa ou façam uma caminhada. E se vos apetecer ficar no sofá a ver filmes lamechas, fiquem.

Por último, mas não menos importante, questionem-se sobre a mensagem que esse estado menos zen vos pode estar a tentar transmitir. O que levou a essa situação? É um estado recorrente? Qual o significado simbólico que pode estar oculto?

Momentos destes todos temos, e a toda a hora – o que importa é que não se deixem levar por eles e que os levem com leveza.

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Resiliência


A convidada de hoje do Nem Sempre Zen é a Ana Roxo, que nos fala de resiliência e partilha as suas estratégias de auto cuidado e formas de ultrapassar os momentos nem sempre zen.

A Ana, nascida em Coimbra e criada em Alcobaça, vive actualmente no Reino Unido. Ela é enfermeira e trabalha na área da Geriatria, em lares de idosos.

Agradeço o entusiamo com que a Ana acolheu a ideia de escrever este artigo, é um prazer partilhar este espaço com pessoas assim, vibrantes e verdadeiras!

Resiliência

Por Ana Roxo

A Patrícia Zen escolheu-me, entre outros, para escrever sobre como ultrapasso momentos menos fáceis, e que grata me sinto pela oportunidade!

Não sou nenhuma “gurua” nem nada que se pareça mas quero-te falar sobre o que tenho aprendido, na esperança de que o meu humilde conhecimento nesta área inspire alguém, nem que seja apenas uma pessoa só, a ultrapassar algum momento menos bom porque esteja a passar.

Naqueles dias em que tudo parece mau…muito mau, em que o peito aperta, há um nó na garganta, em que já nem consigo pensar direito e até um arcos-íris me parece tons de cinza…largo tudo…TUDO mesmo (dentro dos mínimos da responsabilidade, claro), e priorizo-me.

Nem Sempre Zen – Resiliência, amor próprio, auto cuidado

Uma palavra com que ando (saudavelmente) obcecada é RESILIÊNCIA: a “capacidade de lidar com problemas, adaptar a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Manter a imunidade mental é a base para criar resiliência emocional.

Escrevia páginas e paginas sobre isto… deixo assim uma provocação mental para ti, apenas.

Sê proactiva(o) no teu próprio desenvolvimento, quando eras criança não tinhas escolha… agora tens. Maus acontecimentos não te definem, define-te o que deixas que eles façam de ti.

Vivemos na era da informação, pergunta ao Google “como aumentar resiliência”, “estratégias para”, vê  vídeos no youtube, ouve podcasts, dedica tempo a isso, por ti, para ti, para que melhorando-te a ti, melhores o teu mundo e desencadeies acontecimentos positivos antes inimagináveis.

Tranforma o teu feed… segue pessoas, páginas, grupos, que postem mensagens positivas. Aprende, experiência ate encontrares a tua combinação, o que funciona para ti, o que te ajuda a ser, sentir, fazer mais e melhor. Sê honesta(o) contigo propria(o), sê para ti mesma(o) a(o) melhor amiga(o) que és para quem amas.

Nem Sempre Zen – “Tranforma o teu feed… segue pessoas, páginas, grupos, que postem mensagens positivas. Aprende, experiência ate encontrares a tua combinação, o que funciona para ti, o que te ajuda a ser, sentir, fazer mais e melhor.”

Pessoalmente, o que mais gosto de fazer, e tem funcionado mais, ultimamente (muda conforme “me da na real gana”) é caminhar com a minha cãopanheira na natureza. quanto mais “into the wild” melhor, adoramos descobrir paisagens e sítios mágicos, de cortar a  respiração (pelo menos a  nós).  Às vezes até estão mais perto de casa do que pensamos…não é tão bom?! Chego a descalçar-me para reenergizar com a terra (não me incomoda nem um bocadinho o que pensa quem vê).

Descobri a  meditação e as frequências binaurais, entre outras.

Gosto também de escrever sobre o que sinto, porquê, o que vou fazer quanto a isso, determinar objectivos… faço algo que tenha andado a procrastinar… leio muito (poucos livros, mas também) sempre sobre sobre “o que me der na real gana”…aprendo! ..

Faço crochet (não, não é só para “velhas”), outras vezes corro…que é como quem diz “correr dois ou três minutos intercalados com cinco ou dez a caminhar!”.

E assim espero ter-te inspirado a ser mais proactiva(o) em relação ao teu estado de espírito, físico e mental. Sobre tudo, Ama-te! Mas de verdade, com carinho e respeito.

Gratidão imensa.

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Respirar

Hoje tenho o prazer de ter a Nadine Silva como convidada.

A Nadine é professora de yoga e veio contar-nos como como está a tentar superar a dor de uma perda.

Nem Sempre Zen – “Quando a saudade aperta, respiro.”

Quando a saudade aperta, respiro.

Por Nadine Silva

É quase dia da mãe. 

Vai ser o primeiro sem a minha mãe. Ela deixou o seu corpo físico há cerca de oito meses.

Nasci quando a minha mãe tinha 35 anos, e ela deixou-nos na véspera do meu 35º aniversário. 

O dia em que nos conhecemos coincidiu, 35 anos depois, com o dia em que nos despedimos. 

Foi um dos momentos mais dolorosamente dilacerantes da minha vida. 

E a única coisa que eu consegui fazer foi respirar através das sensações. Foi essa a palavra que escolhi, porque respirar tem sido a minha âncora. 

Quando as memórias se tornam difíceis, respiro. 

Quando a saudade me aperta, respiro. 

Quando a dor sufoca, respiro. 

E, por um breve momento, ganho um pouco de perspetiva sobre o que estou a sentir. 

A dor continua lá, mas não me faz perder o norte. 

A dor é um processo natural, faz parte da experiência humana. É um sintoma de vida. Mas não precisa de nos assoberbar e afundar. 

A forma mais bonita que consegui encontrar de a homenagear foi plantando a sua flor favorita em minha casa. Ela nunca foi dada a cemitérios, sempre disse que o corpo era apenas um invólucro para o espírito, por isso não a consigo imaginar nesse espaço. 

Vivemos obcecados em negar e reconhecer o lado sombrio da vida.

Sei que não está na moda falar de luto, ou de dor, mas acho importante reconhecer que esses momentos existem, e que aquilo que as redes sociais publicitam (especialmente no mundo da espiritualidade e do yoga) – a felicidade e positividade constantes – isso não é normal nem real. 

Vivemos obcecados em negar e reconhecer o lado sombrio da vida.

E nesses momentos de profunda dor, regressar às coisas mais simples e básicas podem ser os nossos pontos de equilíbrio. 

Porque nem sempre estamos zen. 

E está tudo certo. 

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A Arte da Fé

Autora do Portal Estrela Guia, a minha convidada de hoje para partilhar os seus momentos “nem sempre zen” é a mulher dos sete ofícios: jornalista, actriz, bailarina, terapeuta holistica mas…. acima de tudo, um ser maravilhoso que tenho o prazer de conhecer pelas andanças do Instagram.

Chama-se Jackye Ferraz e podes acompanhar o trabalho dela aqui.

Nem Sempre Zen – A arte da Fé

A arte da Fé

Por Jackye Ferraz

A vida não é um mar de rosas, verdade. Claro que seria ótimo se assim fosse, pois afinal toda a dificuldade mexe com nosso eu, nos tira da nossa zona de conforto e é assim que entramos em crise. Entretanto, toda a crise mostra-nos um potencial imenso de superação da nossa parte, por vezes nem conhecemos o quão forte podemos ser diante de um momento complicado. A primeira vista normal se desesperar, gritar, achar que está tudo perdido. Digo isso sem julgamento algum, pois é exatamente desse jeito que sinto em alguns períodos da minha vida. E não é porque estamos ou somos mais espiritualizados que nossa agonia é menor, também somos testados e aí mora o perigo da tentação, entrar na onda de que aquela fase menos boa jamais vai passar, então vamos ficando mais tristes, desanimados, podendo até cair na temida depressão.

Mas há algo que pouco de nós tomamos consciência, da nossa grande capacidade de enfrentamento, se em um primeiro instante parece que o mundo desaba na nossa cabeça, quando conseguimos por um segundo nos distanciar um pouco de determinada situação, esperar a poeira baixar, não agir no impulso, respirar profunda e lentamente, a impressão é de que nada é tão horrível, nessa hora nos conectamos com a chamada força interior, algo que pulsa em nós para empurrar-nos para frente. Mas o que é essa sensação? Simplesmente nossa essência a gritar, porque todos temos o poder de vencer qualquer dilema, basta não ter medo. O medo nos paralisa e atrapalha.

Nem Sempre Zen – “vem a procura pela natureza, por abraçar uma árvore, brincar com meus animais, comer uma coisa gostosa, ver um filme bom e rezar

Pois é dessa maneira que eu encaro meus fantasmas. Surto claro nesse primeiro instante pois longe estou ainda de um equilíbrio completamente zen, estou em busca dê, tento e já consegui ultrapassar muitos momentos pesados, descobri nessas horas o quanto consigo resistir e aguentar a dor, a tristeza, a angústia por conseguir compreender que aquilo ali vai de algum modo passar, afinal nada dura para sempre. Na certeza de que no fim tudo acaba bem, se ainda não acabou bem é porque não está no final.

Renascer das cinzas

Então como uma fênix eu renasço das cinzas, depois de muito choro (porque chorar é preciso!) e supero meu momento “nem sempre zen” fazendo uma coisa bem simples: me mimar. Sim, eu me mimo. Me acolho, me acarinho, converso comigo e digo: calma criatura, confia no Universo, tu és uma pessoa boa, isso é só um aprendizado, o que tu deves aprender com isso? Onde anda tua fé? Aquela que tu pregas aos 4 ventos? E depois dessa conversa amigável, eu percebo que sim devo, necessito urgente usar a minha crença, o recado que vem do fundo do coração e me diz: agradece a oportunidade da lição, pede coragem e luz aos teus anjos amigos, amparadores, confia e espera.

A partir dessa nova etapa, vem o domínio da dor, vem o desejo de lutar para logo terminar com esse clima denso, vem a meditação que sereniza, centraliza e me dá um ganho maior, vem a procura pela natureza, por abraçar uma árvore, brincar com meus animais, comer uma coisa gostosa, ver um filme bom e rezar. Rezar consola e fortalece, entrego a Deus e com muita fé digo: Que seja feita a Tua vontade. Uso de todos esses recursos para cercar-me de tudo que possa me animar, me salvar, me trazer de volta ao eixo. O nome disso é fé!


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Transformação


A Marisa, mais conhecida no Instagram e no Facebook por Terapias Comigo, é uma das pessoas que mais gosto de ler!

Por isso mesmo não hesitei em escolhê-la para vir aqui ao Nem Sempre Zen falar das suas experiências.

Ela tem 46 anos, quase nos 47, é casada, tem um filhote de 11 anos. Descreve-se como uma menina “porque me sinto sempre uma menina… a minha «criança interior» sempre em alta, por estas bandas”

A Marisa trabalha numa editora católica, onde é paginadora de livros mas espera um dia poder trabalhar em full time naquilo que a apaixona e que está relacionado com as terapias alternativas.

Estudou mesa radiónica (tem inclusive 2 mesas de sua autoria), fez o curso de Tarot dos Anjos, Theatahealing ADN básico, Numerologia e é reikiana.

Nem Sempre Zen – Transformação (imagem pixabay)

Transformação

Por Marisa Oliveira

A palavra que definiu o pós-momento «menos zen» da minha vida foi TRANSFORMAÇÃO…

Esse momento foi a fase mais dolorosa e pior da minha vida, a partida de uma das pessoas mais importantes para mim, a minha mãe…

Esse caminho de vida [transformação] acentuou-se com a partida dela e foi este caminho que me ajudou a enfrentar a dor, a ausência, a saudade.

Não foi e não tem sido fácil ultrapassar. Tem sido um «desbravar» de mato mas também têm-se aberto portas e janelas (heheheheh), não só exteriormente mas, sobretudo, interiormente…

Esta TRANSFORMAÇÃO  tem-me ajudado a ser uma pessoa muito melhor, mais preocupada com o «lixo» emocional, mental e, às vezes, até físico.

Como a Marisa ultrapassa os momentos “nem sempre zen”

O que me ajuda a ultrapassar os momentos «nem sempre zen», é gostar de conhecer novas pessoas, novas energias (e isso tem acontecido em cursos e workshops que tenho frequentado), ir ao ginásio libertar a energia que não interessa cá ficar (e além de ajudar no aspecto físico, no emocional também faz milagres), meditar (não o faço tantas vezes quanto gostaria, é verdade !), passar tempo com os amigos, fazer sessões de mesa radiónica (verdade… ajuda-me a ultrapassar o stress) e fazer o meu autotratamento de Reiki (ajuda imenso a equilibrar-me).

Hoje posso dizer que não sou mais a Marisa de há uns anos atrás… continuo uma menina, mas um pouco mais madura, que consegue ver o outro lado das coisas e até, por vezes, o porquê delas.

Aprendi a não dar tanta importância ao que realmente não tem importância (aquilo que nos «mina» por dentro e por fora…), a ser mais confiante, a gostar mais de mim…

Dúvidas e medos, esses, claro, acompanham-me mas se os soubermos «encarar» podem-se tornar saudáveis…

Por isso, e por tudo, TRANSFORMAÇÃO é a palavra que melhor me define hoje.

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