Nem Sempre Zen

Desenvolvimento Pessoal | Autoconhecimento | Shadow Work: I see Beauty in Darkness

Nem Sempre Zen

Feliz Ano Novo

Esta é uma altura de resoluções, de recomeços e de novos compromissos.

Daqui a uma semana já muitas pessoas se esqueceram dessas resoluções e voltaram a por de lado um livro que tinham pensado acabar, voltaram a fumar, a comer mal, a zangar-se por tudo e por nada…

Segundo um estudo da Universidade de Scranton, nos EUA, apenas 8% das pessoas conseguem atingir os seus objectivos de ano novo.

Não consegues começar hoje? Não tem problema!

Talvez o ginásio tenha mudado os horários ou seja mais caro e não consigas frequentar como tinhas planeado.

Talvez ainda tenhas restos de comida pouco saudável e não consigas começar o ano como te propuseste fazer.

Talvez já te tenhas irritado a caminho do trabalho, no transito.

Não tem problema…

Independentemente do que tenhas decidido fazer ou ter, não te esqueças que tudo parte de dentro de ti e todos os dias tens oportunidade de recomeçar.

Começa com pequenos passos e dá uma oportunidade a ti mesm@ … todos os dias!!

Sê fiel a ti, aos teus princípios.

Não te deixes levar pelas conversas que não te acrescentam nada de valor

Não te deixes influenciar pelo que os outros fazem ou não fazem. A tua vida é tua.

A todos que estão na luta, aos que já venceram a guerra, aos que ainda andam a flutuar inconscientemente pela vida, aos que estão bem acordados e resolvidos a mudar o mundo…

Feliz Ano Novo 2020!

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Desabafos de que quem nasceu às portas dos anos 80

 
 
 
 
 
 

O desafio da cassete pirata

Houve tempos em que nós só conseguíamos ouvir as musicas na rádio com interrupções de anúncios e os locutores a falar por cima (fazer gravações era um desafio imenso! ahahah).

Nessa altura, para ouvirmos a musica como deve ser, tínhamos de comprar os LP’S ou as cassetes dos artistas – ou fazer cópias piratas que circulavam pelo recreio da escola.

Não havia concertos todos os fins de semana ou festivais de Verão como há hoje e quando havia os pais raramente nos deixavam ir, principalmente às raparigas.

Amores platónicos

Não havia canais de TV só com vídeos e entrevistas, por isso muitas das vezes não conhecíamos as caras dos artistas, a não ser que comprássemos a Bravo em alemão, só mesmo para sacar os posters para por na parede do quarto e ver as fotografias.

Não víamos as caras dos artistas, não nos apaixonávamos pela fisionomia das pessoas mas apaixonávamo-nos pelas vozes e pelo som das guitarras.

Vivíamos uma época de “amores platónicos”. A imagem não era tudo.

O advento das redes sociais

Hoje já não há segredos – sabemos exactamente a cor dos olhos do vocalista da banda X, sabemos quem são os pais, onde cresceu, a marca das cuecas que usa. Sabemos daquela menina que começou a cantar no youtube e hoje enche salas de espectáculo quantos namorados teve nas duas últimas semanas e a marca do champô que usa.


Hoje sabemos pelas redes sociais, do rapaz que trabalha na caixa do supermercado para onde vai de férias, quando faz anos de casamento, quem são os irmãos e os melhores amigos.

Sabemos pelas redes sociais da senhora que encontramos no cabeleireiro todas as semanas quantos netos tem e o que vai cozinhar para o almoço de família – mesmo antes da família saber.

Sabemos pela Internet que o nosso irmão com quem não falamos à semanas, partiu um braço porque tirou fotos no hospital e partilhou com o mundo – menos connosco.

Sabemos tudo de tudo (ou achamos que sabemos) e já não há recato, cuidado em preservar certos ensinamentos para que sejam correctamente transmitidos.

Tudo o que se vê e ouve através das redes sociais é tido por verdadeiro e o espírito crítico tem dificuldade em sobreviver.

Já não há segredos, já não há mistérios, está tudo escancarado à nossa frente e a Aventura da descoberta, o fascínio do novo, a imaginação a correr como louca e a dar-nos palpitações de entusiasmo já quase não existe.

PS: é um post saudosista mas não vou dizer que antigamente era melhor ou vice versa. Todas as épocas da vida ensinam-nos alguma coisa. Às vezes bate a saudade mas se formos espertos e aproveitarmos o que temos no HOJE, a vida pode ser realmente fantástica!

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A “desconstrução” da felicidade

Há agora uma vaga de desconstrução da ideia de felicidade plena e perfeita mas isso não é de todo uma coisa nova.

O problema foi todo o “arraial” que se formou há uns bons anos à volta de uma ideia errada do que era a felicidade e agora é preciso limpar o lixo e voltar a fazer as pessoas perceberem que afinal não faz mal não estar sempre bem…

 

Nem Sempre Zen – Não há vidas sem contratempos. Não há felicidade sem altos e baixos nas nossas emoções.

 

 

Por volta de 2010, quando houve a grande crise financeira em Portugal, a vida de muitas pessoas mudou drasticamente. Famílias ficaram sem emprego, sem casa e sentiram perder também a dignidade. Nessa altura, começou o discurso generalista do “tens de ser positivo”.

Estava tanta gente a passar mal que os que se mantinham à tona, sem poder fazer grande coisa, respondiam com palmadinhas nas costas “vá, pensamento positivo!”.

Existiu muita crueldade à conta da má sorte dos outros assim como hoje ainda há quem se aproveite da inocência e desconhecimento das pessoas que precisam de ajuda para encontrar um caminho.

A “magia de não estar sempre feliz” é a essência da felicidade. Porquê? Porque a felicidade, diz a ciência, é a prevalência de estados emocionais positivos sobre os negativos.
Não há vidas sem contratempos. Não há felicidade sem altos e baixos nas nossas emoções.

Aqui no site há um artigo de 2018 chamado ” A magia de não estar sempre feliz” que podes ler ou reler porque continua actual.

 

 

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Saber ser sozinho

 

 

Sempre privilegiei a minha relação comigo mesma, às vezes nem sempre pelos melhores motivos.
Fui sempre retraída e desconfiada porque, depois de uma infância cheia de amor e mimo, a família apartou-se e eu tive de viver muitos processos emocionais de abandono sozinha.

 

Toda a vida achei que só podia depender de mim porque eu tive de ser cheerleader de mim mesma.
Ainda hoje batalho comigo quando sou alvo de atenção e carinho – e talvez por isso me esconda, porque não sei como agir quando tenho o foco sobre mim.

 

Trabalho numa empresa pequena em que nos damos bem mas, tal como em milhares de outras empresas, somos apenas máquinas, temos de estar sempre bem e a sorrir. Ninguém nos pergunta “como é que te sentes? precisas de alguma coisa?”.

 

Até aqui sou eu que, sozinha, tenho de interromper um “momento de cura”, em que precisava de recolhimento, para ter de fechar o coração e ligar o piloto automático de “boa profissional”.
Se trabalhas por conta de outrem aposto que já te sentiste assim também, não?

 

Este pode bem ser o lado mais frágil do “ser sozinho”, que é sentir mágoa por ter feito o caminho sozinha e raiva por ter de ser forte.

 

Quando temos uma boa relação connosco, sabemos que todo o mundo nos pode falhar, menos nós.
E se for realmente uma relação saudável, sabemos que estamos sós mas não rejeitamos o mundo lá fora, nem nos refugiamos numa bolha de desconfiança, nem sentimos rancor ou raiva. Apenas amor, por nós e por quem nos falhou.

 

 

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Empoderamento feminino

 

 
Há mulheres que precisam adiar a gravidez por causa do trabalho e outras que não conseguem engravidar por causa do stress do trabalho.
 
Há mulheres que desempenham as mesmas funções que os homens mas auferem salários inferiores.
 
Sobre as mulheres pesa uma enorme responsabilidade e muitas são “obrigadas” a tomar medicação para aguentar dores porque não podem faltar ao trabalho. Outras têm de fazer uma ginástica mirabolante entre o cuidar da casa e dos filhos e o trabalho.
Tudo isto para evitar ficar em posição de desvantagem face aos homens.
 
Na verdade, o que se passa é que elas  ainda precisam esforçar-se mais para conseguir aquilo que aos homens é dado de bom grado e com toda a confiança do mundo.

As mulheres nunca deveriam ter de optar por isto ou aquilo. As mulheres deveriam poder fazer o que quisessem sem ter de fazer concessões, sem ter de escolher sem mãe ou empresária, bastava para isso que existissem, na sociedade, condições para tal acontecer.


Empoderamento no vazio

 
 
Quando vejo algumas “campanhas” para empoderar as mulheres vejo muitas vezes uma série de disparates que só servem para insuflar o ego de quem dá a cara mas que, na sociedade, de nada adianta às mulheres que tanto defendem.
 
Falar do empoderamento feminino sem ir ao fundo da questão não serve a nada nem a ninguém.
 
É necessário mais envolvimento na comunidade, através de associações, da prática de voluntariado ou de participação política – nem que seja simplesmente através do voto. Ou seja, mais acções práticas.
 
 
 
Nem Sempre Zen – Empoderamento feminino: “não pode haver verdadeiro progresso no que diz respeito aos direitos das mulheres até que certas leis sejam alteradas e um determinado tipo de proteção tenha lugar”
 
 
 
 

O direito de não ter de lutar todos os dias

 
“Fala-se muito de empoderamento, mas não pode haver verdadeiro progresso no que diz respeito aos direitos das mulheres até que certas leis sejam alteradas e um determinado tipo de proteção tenha lugar, de forma a que as mulheres estejam realmente seguras.
 
Mas, depois, para lá destes direitos essenciais – seja o direito de ir à escola ou o direito de chegar a casa em segurança –, há aspetos sobre os quais nunca chegamos a falar.
 
Refiro-me ao direito de não ter de lutar todos os dias. Ao direito de não ter de provar a cada momento que somos capazes, que somos fortes, que podemos trabalhar e educar os nossos filhos. Ao direito de não termos de estar a ser constantemente desafiadas. Ao direito de ser suaves. Tenho pensado muito na ideia de suavidade e a verdade é que, muitas vezes, não nos é dado esse espaço.”
 
 
 
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