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Nem Sempre Zen

By Patrícia Zen: Desenvolvimento Pessoal | Ser Feliz | Vida Saudável

Nem Sempre Zen

O fino véu entre mundos

O fino véu entre mundos é entreaberto, ou escancarado, dependendo do quão aberto o teu coracão também está. Quando falo de abrir o véu entre mundos não falo só de mundos espirituais, invisíveis aos nosso olhos mundanos.

 

 

Nem Sempre Zen – Glencoe, Escócia | photo by me

 

 

 

Todos os dias são dias de agradecer

 

Hoje, ao agradecer, sinto que há uma nova perspectiva em mente.

Geralmente agradeço a quem ou ao que me trouxe até este preciso momento e pela oportunidade de estar aqui, aprender, viver e evoluir.

Na minha mente hoje tenho a imagem do dia em que penso que o fino véu entre o que fui e o que sou se esfumou.

 

 

Independência

 

Lembro-me de estar numa vila pequena, a caminho das Highlands, na Escócia, e de me separar (voluntariamente) do grupo com quem viajava.

Recordo-me de ter ido pedir indicações a uma senhora que gentilmente me orientou. Tenho ainda hoje bem presente na memória, mais de 10 anos passados, o que aconteceu.

Segui as indicações que me deram e entrei numa rua onde não se via vivalma. Eu estava sozinha e lembro-me de olhar para o céu e ser envolvida por uma sensação de liberdade e independência.

 

Curiosamente, este ano pedi que me lessem as cartas (de tarot) pela primeira vez na minha vida e, entre as muitas mensagens, surgiu uma relacionada com um dos meus propósitos na vida: ganhar independência.

 

 

 

 

O momento em que o véu se abriu

 

No passado fim de semana, durante um workshop com a Isa Baptista, na Casa do Fauno, em Sintra, falou-se de monumentos e locais icónicos – os denominados “lugares finos”.

Esses lugares são espaços que num determinado momento representam reconexão e onde despertamos os nossos “sentidos subtis”.

 

Falou-se de como o véu entre mundos por vezes desaparece nesses locais, segundo algumas crenças e também de como, muitas vezes, esses acontecimentos se dão nos lugares mais insuspeitos, por exemplo, no quintal das traseiras da nossa casa.

 

Não é necessário viajar até ao lugar mais sagrado e recôndito do mundo para sentirmos aquilo que define a nossa existência e marca a viragem para uma nova consciência de nós mesmos.

 

 

 

Nem Sempre Zen – Callander, Escócia | photo by me

 

 

Só agora vejo as coisas desta perspectiva.
Para mim, naquela vila, foi como se eu ultrapassasse a barreira entre o antes e o depois porque realmente desde ai a minha vida mudou. Mas não mudou de repente, foram mais de dez anos de muita dor, muita luta e também de muitas vitórias.

 

Podia ter acontecido em qualquer lugar mas aconteceu ali. O fino véu abriu-se no momento em senti o meu coração livre.

E hoje tudo faz sentido. Como não sentir um dos meus propósitos de vida, ser independente, ao pisar uma terra que desde sempre lutou pela sua própria independência?

 

 

Todos os dias são dias de agradecer mas hoje é diferente

 

Hoje agradeço a quem e a tudo o que me levou a fazer aquela viagem, às perdas, às conquistas, ao sofrimento e às alegrias, às pessoas presentes e ausentes, que me trouxeram até aqui.

Hoje sinto-me mais completa que nunca. Sinto-me mais segura e capaz.

E apesar de não ter a vida perfeita, sinto-me em paz comigo e acredito que tudo é possível, até fazer cair o fino véu entre mundos: o físico e o espiritual, o interior e o exterior, o que fomos ontem e o que somos hoje.

 

 

[The veil] It’s the ethereal curtain between the everyday illusion of separation and the divine truth of eternity and oneness with all that is.

When we meditate or perform ritual, or when we have a mystical experience of any variety, this curtain parts and we are able to gaze into the place of power, the place between the worlds.

(…) A place of stillness in which the appearance of change arises. A serene openness to which we will always return, and with which we are one, even at this very moment.

 

by Tess Whitehurst

 

 

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André Moreira
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Adorei a definição dos “lugares finos”. Sempre senti isso, mas nunca tive um nome correcto para descrever. É tal como descreves, pode ser em qualquer lugar. Já senti isso numa praia quase deserta magnifica, como também já senti num parque de cidade, rodeado de pessoas e a confusão natural da cidade. A grande viagem é sempre interior. Adorei a partilha!

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