Nem Sempre Zen

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Nem Sempre Zen

Isto não é a realidade

Hoje tive um sonho.
Era como se estivesse dentro de um jogo de computador.

Eu e a minha equipa éramos reféns de um grupo de monstros/fantasmas que tentavam iludir-nos e fazer-nos cair nas suas armadilhas por via de uns desafios que precisávamos completar.

Não estávamos presos mas era como se estivéssemos.

 

O centro de tudo

Um dos castigos infligidos a quem perdia os desafios era definhar à fome, em público, até se verem as entranhas. Ao invés das costelas que ficam visíveis quando o corpo emagrece demasiado, aqui eram os nossos orgãos internos, do centro do corpo.

O centro de tudo no nosso corpo está relacionado com os nossos medos, o nosso poder pessoal, então é fácil perceber que estes fantasmas/monstros na pele de nossos carcereiros, queriam intimidar-nos a ponto de perdermos a nossa confiança e auto estima.

Não só isso nos enfraquece como nos torna vulneráveis face à humilhação a que se era sujeito, ao vermos as nossas fraquezas serem expostas perante os nossos pares.

No final do sonho, lembro-me de que eu era a última a passar por uma série de desafios, a la hunger games. Então o meu pensamento naquela altura era:  vou passar pelo meio da praça, levantar a cabeça, encher o peito e mandar a mensagem aos meus carrascos:

Vejam bem onde estão os meus olhos: aqui em cima! Eu estou cheia de medo mas isto não é a realidade, por isso vou passar e vou vencer!”

Com medo mas de cabeça erguida

Sempre que, na vida real, me sinto assim, lembro-me sempre da expressão da Uma Thurman no filme Kill Bil, na cena da batalha na House of the Blue Leaves… a forma dominante e segura como ela pega na espada contrasta com o olhar que varia entre o terror e o sentimento de “fuck it, I’m gonna do this“.

https://www.youtube.com/watch?v=fWqnZTTRkm4

De uma forma resumida, esta personagem (eu, no meu sonho; a Beatrix Kiddo, no Kill Bill) sou eu, és tu e tantas outras pessoas a passarmos pela vida: de espada na mão, prontos para a batalha, sozinhos, com medo e vulneráveis mas de cabeça erguida.

Os desafios realmente são muitos e tantas vezes quebram-nos o espírito, tentam fazer-nos sentir fracos e impotentes mas… isto não é a realidade.

A realidade somos nós que a criamos.

Não é preciso ter vergonha de sentir coisas supostamente “menos nobres” como frustração, irritações ou mesmo o medo. Todas emoções e os sentimentos que vivemos servem para nos trazer lições.

Há que continuar a caminhar, passo a passo.

O que vem a seguir a um passo? Outro passo. E outro e outro. E assim seguimos viagem.

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Joana Silva
8 Janeiro, 2020 20:56

Que sonho mais doido (nem vamos falar nos meus ultimamente ahahah) e que artigo espectacular! Amei.
P.S.: Kill Bill e Tarantino, yeah!!!!

Sara Tibério
8 Janeiro, 2020 18:43

E ainda gozas cmg por ter sonhos que são verdadeiros épicos!! Ahahah que sonho creepy realmente mas com muito significado. E admiro que sejas a pessoa que vai pro meio da arena com o peito aberto às balas… é por isso que gosto de ti ^_^ (entre outras coisas claro ihih)

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