Nem Sempre Zen

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Categoria: Shadow Work

Submundo


O submundo é para mim uma metáfora sobre enfrentar as trevas da vida: é descer ao fundo de ti e reconheceres as situações da vida que te abatem, as decisões que não consegues tomar, a submissão, a preguiça, a vitimização, a auto comiseração, o medo, os ciúmes, a incapacidade de lidar com os problemas, a ingenuidade, a raiva e por ai vai.

O submundo é para mim uma metáfora sobre enfrentar as trevas da vida

 

Estar no submundo

Estar no “submundo” sempre foi cómodo para mim, é onde me sinto confortável – gosto de me conhecer, de perceber os porquês (meus e dos outros) e sinto-me confortável no meu sofrimento porque o conheço bem, porque as minhas lágrimas consolam-me e aquecem-me o coração Mas talvez por isso houvesse a necessidade de tornar aquele útero aconchegante, num real inferno emocional que me abanasse e me engolisse. O submundo deverá ser lugar de passagem, não de permanência.
 
 

Consciência desperta

 
Ver e sentir essa minha escuridão da alma com a consciência desperta fez toda a diferença.  É duro ter os olhos abertos e ver.
De repente alcanço mais além, conheço melhor a minha sombra, leio melhor os outros, confio mais na minha intuição e tenho noção de tudo o que preciso fazer para mudar e tudo isso traz responsabilidade.
 
 
A responsabilidade de perceber que preciso ter coragem e disciplina, de que necessito mudar a minha relação comigo mesma e com o mundo e que tenho mesmo de deixar de procrastinar e passar à acção.
De repente vejo-me e reconheço-me na minha humanidade. Aceito o que preciso transformar, comprometo-me a mudar e simultaneamente aceito o que sou.


 
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Hel – Abraçar o lado sombra (II)

 

 

Todo mundo tem uma sombra e quanto mais escondida ela está da vida consciente do indivíduo, mais escura e densa ela se tornará. De qualquer forma, é um dos nossos piores obstáculos, já que frustra as nossas ações bem intencionadas.”
Carl Jung

 

 

As nossas máscaras sociais

 

 

Todos nós temos várias facetas, como máscaras que usamos: uma para o nosso emprego, outra para os amigos, para a família, para os colegas do ginásio e até para as redes sociais.

 

 

 “A sombra contém personagens essenciais do guião da nossa vida. O nosso trabalho é aprender com a sombra, integrá-la e permitir-lhe que faça evoluir o nosso pensamento e que expanda os limites da persona que criámos.”

In “A luz e a Sombra” by Debbie Ford (Lua de Papel, 2010)

 

 

Nem Sempre Zen – Abraçar o lado sombra é reconhecer as máscaras conscientes e inconscientes

 

 

 

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Hel – Abraçar o lado sombra (I)

Abraçar o lado sombra

 

Hel é uma divindade da Mitologia nórdica, cujo nome significa “aquele/a que se esconde”, por esse motivo quero falar sobre o acto de abraçar o lado sombra.

Abraçar o lado sombra mais não é do que acarinhar aquele nosso lado feio, desagradável, que teimamos em esconder – para os outros e para nós próprios.

 

Hel teria sido uma criatura terrífica de se olhar. Dizem que parte do seu corpo tinha os ossos expostos.

 

Nem Sempre Zen – Representação de Hel: The veil of Death by artist Chris Ortega

 

 

Sendo uma das filhas de Loki – o deus do engano – o supra sumo Odin achou que era melhor manter Hel debaixo de olho e assim ela ficou a viver em Asgard,

Mas a sua terrível aparência  fazia com que as pessoas a evitassem e então ela pediu a Odin que a deixasse ir para o Submundo,

 

 

Those who are excluded for being socially unnacceptable revert more do exploring the inner realms. This means they’re not affraid of being in the dark, for they have seen the darker side of human nature and learned to process their own fears.

[Hel] knows (…) that if we don´t express the landscape of darker thoughts and feelings, we will be lost in limbo, neither fully alive nor dead.

 

In Goddess Wisdom by Tanishka (Hay House Books, 2017)

 

 

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