Nem Sempre Zen

Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal by Patrícia Zen

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A Arte da Fé

Autora do Portal Estrela Guia, a minha convidada de hoje para partilhar os seus momentos “nem sempre zen” é a mulher dos sete ofícios: jornalista, actriz, bailarina, terapeuta holistica mas…. acima de tudo, um ser maravilhoso que tenho o prazer de conhecer pelas andanças do Instagram.

Chama-se Jackye Ferraz e podes acompanhar o trabalho dela aqui.

Nem Sempre Zen – A arte da Fé

A arte da Fé

Por Jackye Ferraz

A vida não é um mar de rosas, verdade. Claro que seria ótimo se assim fosse, pois afinal toda a dificuldade mexe com nosso eu, nos tira da nossa zona de conforto e é assim que entramos em crise. Entretanto, toda a crise mostra-nos um potencial imenso de superação da nossa parte, por vezes nem conhecemos o quão forte podemos ser diante de um momento complicado. A primeira vista normal se desesperar, gritar, achar que está tudo perdido. Digo isso sem julgamento algum, pois é exatamente desse jeito que sinto em alguns períodos da minha vida. E não é porque estamos ou somos mais espiritualizados que nossa agonia é menor, também somos testados e aí mora o perigo da tentação, entrar na onda de que aquela fase menos boa jamais vai passar, então vamos ficando mais tristes, desanimados, podendo até cair na temida depressão.

Mas há algo que pouco de nós tomamos consciência, da nossa grande capacidade de enfrentamento, se em um primeiro instante parece que o mundo desaba na nossa cabeça, quando conseguimos por um segundo nos distanciar um pouco de determinada situação, esperar a poeira baixar, não agir no impulso, respirar profunda e lentamente, a impressão é de que nada é tão horrível, nessa hora nos conectamos com a chamada força interior, algo que pulsa em nós para empurrar-nos para frente. Mas o que é essa sensação? Simplesmente nossa essência a gritar, porque todos temos o poder de vencer qualquer dilema, basta não ter medo. O medo nos paralisa e atrapalha.

Nem Sempre Zen – “vem a procura pela natureza, por abraçar uma árvore, brincar com meus animais, comer uma coisa gostosa, ver um filme bom e rezar

Pois é dessa maneira que eu encaro meus fantasmas. Surto claro nesse primeiro instante pois longe estou ainda de um equilíbrio completamente zen, estou em busca dê, tento e já consegui ultrapassar muitos momentos pesados, descobri nessas horas o quanto consigo resistir e aguentar a dor, a tristeza, a angústia por conseguir compreender que aquilo ali vai de algum modo passar, afinal nada dura para sempre. Na certeza de que no fim tudo acaba bem, se ainda não acabou bem é porque não está no final.

Renascer das cinzas

Então como uma fênix eu renasço das cinzas, depois de muito choro (porque chorar é preciso!) e supero meu momento “nem sempre zen” fazendo uma coisa bem simples: me mimar. Sim, eu me mimo. Me acolho, me acarinho, converso comigo e digo: calma criatura, confia no Universo, tu és uma pessoa boa, isso é só um aprendizado, o que tu deves aprender com isso? Onde anda tua fé? Aquela que tu pregas aos 4 ventos? E depois dessa conversa amigável, eu percebo que sim devo, necessito urgente usar a minha crença, o recado que vem do fundo do coração e me diz: agradece a oportunidade da lição, pede coragem e luz aos teus anjos amigos, amparadores, confia e espera.

A partir dessa nova etapa, vem o domínio da dor, vem o desejo de lutar para logo terminar com esse clima denso, vem a meditação que sereniza, centraliza e me dá um ganho maior, vem a procura pela natureza, por abraçar uma árvore, brincar com meus animais, comer uma coisa gostosa, ver um filme bom e rezar. Rezar consola e fortalece, entrego a Deus e com muita fé digo: Que seja feita a Tua vontade. Uso de todos esses recursos para cercar-me de tudo que possa me animar, me salvar, me trazer de volta ao eixo. O nome disso é fé!


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Transformação


A Marisa, mais conhecida no Instagram e no Facebook por Terapias Comigo, é uma das pessoas que mais gosto de ler!

Por isso mesmo não hesitei em escolhê-la para vir aqui ao Nem Sempre Zen falar das suas experiências.

Ela tem 46 anos, quase nos 47, é casada, tem um filhote de 11 anos. Descreve-se como uma menina “porque me sinto sempre uma menina… a minha «criança interior» sempre em alta, por estas bandas”

A Marisa trabalha numa editora católica, onde é paginadora de livros mas espera um dia poder trabalhar em full time naquilo que a apaixona e que está relacionado com as terapias alternativas.

Estudou mesa radiónica (tem inclusive 2 mesas de sua autoria), fez o curso de Tarot dos Anjos, Theatahealing ADN básico, Numerologia e é reikiana.

Nem Sempre Zen – Transformação (imagem pixabay)

Transformação

Por Marisa Oliveira

A palavra que definiu o pós-momento «menos zen» da minha vida foi TRANSFORMAÇÃO…

Esse momento foi a fase mais dolorosa e pior da minha vida, a partida de uma das pessoas mais importantes para mim, a minha mãe…

Esse caminho de vida [transformação] acentuou-se com a partida dela e foi este caminho que me ajudou a enfrentar a dor, a ausência, a saudade.

Não foi e não tem sido fácil ultrapassar. Tem sido um «desbravar» de mato mas também têm-se aberto portas e janelas (heheheheh), não só exteriormente mas, sobretudo, interiormente…

Esta TRANSFORMAÇÃO  tem-me ajudado a ser uma pessoa muito melhor, mais preocupada com o «lixo» emocional, mental e, às vezes, até físico.

Como a Marisa ultrapassa os momentos “nem sempre zen”

O que me ajuda a ultrapassar os momentos «nem sempre zen», é gostar de conhecer novas pessoas, novas energias (e isso tem acontecido em cursos e workshops que tenho frequentado), ir ao ginásio libertar a energia que não interessa cá ficar (e além de ajudar no aspecto físico, no emocional também faz milagres), meditar (não o faço tantas vezes quanto gostaria, é verdade !), passar tempo com os amigos, fazer sessões de mesa radiónica (verdade… ajuda-me a ultrapassar o stress) e fazer o meu autotratamento de Reiki (ajuda imenso a equilibrar-me).

Hoje posso dizer que não sou mais a Marisa de há uns anos atrás… continuo uma menina, mas um pouco mais madura, que consegue ver o outro lado das coisas e até, por vezes, o porquê delas.

Aprendi a não dar tanta importância ao que realmente não tem importância (aquilo que nos «mina» por dentro e por fora…), a ser mais confiante, a gostar mais de mim…

Dúvidas e medos, esses, claro, acompanham-me mas se os soubermos «encarar» podem-se tornar saudáveis…

Por isso, e por tudo, TRANSFORMAÇÃO é a palavra que melhor me define hoje.

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Hábitos (e dicas) para ultrapassar os momentos “nem sempre zen”

A segunda convidada a vir partilhar a sua experiência é a minha amiga Joana Silva.

A Joana tem um site, o Terapias D’Alma, onde podes encontrar imensas dicas da medicina ayurvédica para várias situações.

Ela é enfermeira, terapeuta de massagem ayurveda, reikiana e tem uma paixão imensa, de há muitos anos, por cristais e seus efeitos energéticos e terapêuticos.

Já tivemos um artigo dela aqui no site, Infusões para dias “nem sempre zen”, que podes reler aqui .

Hoje a Joana vem partilhar hábitos que a ajudam a ultrapassar momentos “nem sempre zen”.

Nem Sempre Zen - "Liberto a energia que carrego com o movimento, a música anima as minhas células, e eu começo a sentir-me mais alegre e leve". Imagem pixabay
Nem Sempre Zen – “Liberto a energia que carrego com o movimento, a música anima as minhas células, e eu começo a sentir-me mais alegre e leve” (imagem pixabay)

Os momentos menos zen… Todos os temos, certo?!   

Por Joana Silva

Aqui partilho alguns dos meus hábitos nestes momentos, coisas que faço para os conseguir ultrapassar. A minha escolha depende também um pouco da situação específica e do meu estado de espírito (posso estar triste, frustrada, nervosa), mas aplicam-se à maioria das situações.

Dançar: escolho uma música que me faça mexer, e danço. Não necessariamente numa coreografia bonita, muito menos com passos planeados: deixo o corpo seguir o ritmo da música e fazer o que bem lhe apetece. Liberto a energia que carrego com o movimento, a música anima as minhas células, e eu começo a sentir-me mais alegre e leve.

Escrita: escrevo quase sem pensar, despejando aquilo que sinto; desde emoções e preocupações, à forma como desejo que a situação se resolva. Escrevo em poema, em prosa, frases soltas… enfim, o que me apetecer no momento. São desabafos que faço no papel, que me ajudam a perceber-me melhor, sendo também uma boa forma de autoconhecimento.

Cristais e Reiki: conecto-me com a energia de alguns dos meus cristais, como, por exemplo, o quartzo rosa; coloco este cristal no Chakra cardíaco e faço Reiki ao mesmo, durante o tempo que eu sentir necessário. O cristal vai potenciar os efeitos do Reiki, que me ajuda a curar, a libertar os meus bloqueios, e a equilibrar as minhas emoções. Sinto-me sempre com uma paz enorme após fazer isto.

Nem Sempre Zen – Hábitos para ultrapassar momentos mais complicados da vida (imagem pixabay)

Natureza: pode parecer cliché, mas não é. Fugir um bocadinho para mais perto da natureza realmente ajuda-me. Não preciso de ir para a praia, nem para uma floresta (apesar de tanto o mar como as árvores serem muito meus amigos nestes dias); basta um pedacinho de Natureza, como as plantas que tenho na minha varanda. Sento-me ao pé delas, converso com elas, observo cada detalhe de cada uma delas, recebo a energia boa delas. Elas relembram-me muitas vezes que é preciso ter paciência, calma.

Mantras: escutar e entoar mantras. O meu professor de Yoga falou-me de um retiro a que ele foi, em que passavam o dia em silêncio enquanto escutavam mantras, e nas transformações que sentiu dentro dele e notou à sua volta. Decidi experimentar um dia em casa, só porque sim, e fiquei rendida. Sinto-me sempre tão grata, tão leve, mesmo quando não sei ainda entoar aquilo que escuto. Os mantras são realmente algo poderoso.

Estas minhas técnicas podem não ajudar todas as pessoas da mesma forma, mas comigo funcionam.

Para mim o segredo é mesmo esse: procura o que funciona para ti, e faz isso.

😉

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Desafio – Ultrapassar momentos “nem sempre zen”

Tenho estado a tirar mais tempo para mim, a fim de viver os meus processos internos, estudar e meditar, ao mesmo tempo que estou com alguns desafios profissionais que me ocupam bastante. Por essa razão, não tenho tido tanta disponibilidade para escrever.

Como tenho sentido esta casa um pouquinho “vazia”, resolvi convidar pessoas que queiram partilhar as suas vivências a escrever no “Nem Sempre Zen“.

Nem Sempre Zen – Todos podemos beneficiar das experiências pessoais dos nossos companheiros de viagem

Tive a ideia de desafiar as pessoas que me seguem no Instagram a escrever uma palavra que definisse a forma como ultrapassam os seus momentos “nem sempre zen”, aqueles momentos que nos deixam os cabelos em pé e nos fazem repensar, reavaliar e questionar tudo.

O objectivo era escolher 5 pessoas para escreverem um artigo para o site.

Mas a resposta ao desafio foi tão surpreendente que decidi enviar o convite a mais dos que as 5 pessoas que inicialmente tinha pensado escolher.

Quero muito abrir este espaço a almas de diferentes idades e vivências, para partilhar as suas experiências pessoais. E confesso que estou curiosa.

No fundo, todos nós acabamos por beneficiar com o relato de outros pois há sempre algo com que nos relacionamos ou que podemos aprender.

A primeira pessoa a contar um pouco de si é o César da Costa Lima, a quem muito agradeço as palavras e o ter aceite o meu convite.

O César designa-se como adepto da modalidade de surf e humilde estudante do mar, mares e ondas.

Surfar o desafio – uma metáfora da vida

Por César da Costa Lima

De vez em quando chegam aqueles momentos em que somos confrontados com umas ondas gigantescas.

Ao observá-las erguendo-se na nossa frente, na sua imensidão e intensidade, sabemos que seremos atingidos pela Mãe Natureza com toda a sua força e poder, tal e qual como se fossemos enfiados dentro duma máquina de lavar a roupa (e envolvidos no turbilhão.).

Neste “wipeout” que se segue, logo quando as ondas nos caem em cima e sentimos que vamos ser engolidos pelo medo, pelo pânico e pelo desespero, é precisamente neste momento que temos que nos desafiar a nós próprios, virar o acontecimento de pernas para o ar e assim encontrar a nossa força, a paz e a esperança, pois existe sempre uma luz ao fundo do túnel.

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1 ano de Nem Sempre Zen



Nem Sempre Zen – Há 1 ano a escrever do meu coração para o teu

O primeiro artigo foi publicado no site no dia 9 de Fevereiro de 2018.

O “Nem Sempre Zen” começou por ser uma plataforma motivacional para a minha tentativa de levar avante um plano alimentar que me permitisse voltar a ter um peso adequado, cumprindo indicações médicas.

O resto surgiu através da ideia de que talvez eu pudesse encontrar uma filosofia de vida que me fizesse olhar a alimentação de uma forma diferente e me ajudasse a encontrar algum equilíbrio.

Este caminho veio a tornar-se antes um processo de autoconhecimento muito bonito.

O site foi idealizado e construído por mim. A manutenção e a gestão do site e redes sociais, é feita por mim.

Há muita coisa que eu gostava de acrescentar e alterar para melhorar a forma e o conteúdo do site mas a verdade é que este é, por enquanto, apenas um hobbie, sujeito à disponibilidade de tempo que uma pessoa que trabalha fora em full time tem.

Acima de tudo gostava que o site e o trabalho que desenvolvo aqui e nas redes sociais, nomeadamente, no Instagram, fosse sinónimo de partilha, de desenvolvimento e de aprendizagem.

Por isso, comenta, faz sugestões, apresenta criticas, ajuda-me a oferecer mais e melhor conteúdo.

Obrigada!

Nota: para todos os subscritores do site, vou oferecer uma mensagem, do meu coração para o teu. Fica atento ao teu e-mail nos próximos dias.

Esta mensagem tem por objectivo ajudar-te a continuar a crescer, pessoal e espiritualmente e a seres uma luz e uma mão amiga para todos os que te rodeiam.

Porque parte, se não toda, a nossa existência é / será pautada pelo apoio que damos aos nossos semelhantes, independentemente das suas ideologias.

Estamos todos aqui para evoluir.

Uma alma é uma alma.

Amor é amor.

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