Nem Sempre Zen

Ferramentas de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal

Nem Sempre Zen
Browsing:

Categoria: Nem Sempre Zen

Liberdade e Responsabilidade

Liberdade e responsabilidade tem muito a ver com assumir as escolhas. É tomar uma decisão e arcar com as consequências, em perfeita consciência.

Tenho uma admiração profunda pelas pessoas que fazem disparates e assumem-nos.

A sério!

 

Nem Sempre Zen – Ser livre é (também) assumir escolhas e responsabilidades

 

Liberdade e responsabilidade

 

Uma pessoa que conheço desde criança, que terá a idade da minha mãe, confidenciou-me que no passado fez algo verdadeiramente estúpido porque na altura lhe fazia sentido.
Confesso que a minha ideia acerca da senhora mudou muito porque aquele statement disse tudo “foi uma estupidez mas eu assumo”. Ela não disse “foi uma estupidez porque tal e coiso me levou a isso“. Ela quis dizer “sei que foi errado mas foi a minha escolha

 

Quantas vezes na vida fazemos isso e não tomamos decisões porque temos medo de que seja a errada?

Ou quantas vezes não culpamos os outros ou as circunstâncias? Porque é mais fácil do que assumir que foi uma decisão estúpida ou infantil. O nosso orgulho não nos permite aceitar que às vezes somos uns verdadeiros idiotas.
(Mas somos uns idiotas com consciência e liberdade! Portanto….)

 

 

Um dos meus lemas de vida é…

 

…. sem arrependimentos – porque se correr mal, a escolha foi minha e tudo é aprendizagem.

Muitas vezes me disseram: “se fizeres (ou se não fizeres) vais-te arrepender” ao que sempre respondi… “eu decido, eu lido com as consequências, obrigada”.

Hoje estou onde estou (bem, por sinal) porque fiz escolhas e tomei decisões e se alguém um dia me disser “fizeste mal” eu posso responder “se calhar fiz mas isso é entre mim e a minha consciência, nada da tua conta.’

Isso, para mim, (também) é ser livre

 

Partilha

Eu vivo a espiritualidade à minha maneira e com os recursos que tenho

 

 

Nem Sempre Zen – Eu vivo a espiritualidade à minha maneira e com os recursos que tenho. E tu devias fazer o mesmo.

 

Tenho cerca de 1 dúzia de cristais, cada um comprado com intenção, para trabalhar uma determinada energia. Não tenciono deita-los fora sob a premissa de que já cumpriram o seu propósito, porque gosto deles e sou pobre.

 

Sou pobre mas gasto montes de € em livros e cursos que vou fazendo online, ao meu ritmo. Adoro ler e é assim que aprendo. Leio, medito, viajo, integro e, se for relevante, passo os ensinamentos no site e nas redes sociais. Tal como faço com a minha experiência pessoal. Dou.

 

Dou porque não faço vida disto. Se fizesse teria de vender o meu tempo, tempo de estudo, tempo de pesquisa, tempo de assimilação, tempo de organização, tempo de prática e tempo de recuperação.

 

Não faço vida disto mas sou gaja trabalhadeira e os fins de semana são para: visitar e ajudar a família no que precisam, ir às compras, limpar a casa e, se der, descansar. Logo, não tenho tempo para workshops e imersões de 6f a domingo.

 

Também por ser gaja trabalhadeira e ter um work que me cansa mentalmente, aprecio os meus momentos de descanso e não consigo acordar às 5 da matina para meditar, fazer jogging e um mega pequeno almoço com 254 ingredientes.

 

Este ano fui viajar durante 2 semanas, pela primeira vez em 23 anos de trabalho. Foi tirado a ferros – nem conto a história mas faço spoiler: entidade patronal.

Fui 2 semanas “para fora” porque andamos a juntar € para isso durante muito tempo. Saiu-nos do couro. Mas soube bem. Dito isto, Não tenho como ir fazer retiros a Bali porque sou pobre.

 

Sim, o pobre é maneira de falar e esquece a conversa da escassez porque estou a ser irónica. Eu vivo a espiritualidade à minha maneira e com os recursos que tenho. E tu devias fazer o mesmo. Sonhar com o improvável (nunca impossível!) não é um bom ponto de partida porque gera ansiedade. Já para não falar das comparações.

 

Sou a favor das orientações, das partilhas, tudo desde que seja com honestidade e sem segundas intenções.
Não gosto quando tentam impingir que somos melhores pessoas se tivermos um determinado estilo de vida e bebermos água com limão todas as manhãs (embora faça bem mas as pessoas com sensibilidade ao ácido cítrico coitados, ficam de fora?).

 

Nada como reunir informação e pensar pela própria cabeça. Até porque se alguém se lembrar e divulgar nas redes sociais a novidade do ano – que na realidade já é velha como Judas – o que é moda hoje, é crime contra a humanidade amanhã.

 

 

Partilha

Sair da zona de conforto: Eu já fiz e fui tanta coisa que me cansei.

 

Toda a minha vida fui obrigada a contrariar o meu ser. Até quando desejei a morte. Por isso os constantes apelos à acção, ao alcançar de um propósito de vida, a fazer, a ser visto, a sair da zona de conforto, cansam-me.

 

Tive, como qualquer outra pessoa, problemas na vida que me obrigaram a “meter a mão na massa” quando devia estar a prosseguir os estudos, a cuidar quando devia estar a ser cuidada e a “aparecer” quando na verdade tudo o que eu queria era desaparecer.

E quando tive oportunidade de desaparecer tive me contrariar, dar o peito às balas e enfrentar a vida.

 

Por isso não me venham falar em sair da zona de conforto e ser e acontecer. Eu já fiz e fui tanta coisa que me cansei. Agora quero ser EU.

 

Nem Sempre Zen – Eu já fiz e fui tanta coisa que me cansei. Agora quero ser EU.

 

Deixem-me ser aquela que:

1) “só” ambiciona paz de espírito

2) que não gosta de “aparecer”

3) que aprecia um bom copo de vinho

4) que adora ver séries de crimes

5) que come pizza de camarão e ananás

6) que continua a estudar por gosto

7) que adora uma boa história de fantasmas (mas não acredita neles)

8) que ouve “música do demo”

9) que faz o que lhe apetece, que está com quem quer e que não faz fretes

 

… e por ai a fora.

 

Acredito que também te revejas (pelo menos em parte) no que aqui escrevi, por isso o melhor mesmo é respirar fundo e agradecer pelo que temos, pelo que somos, pela coragem que nos trouxe até aqui e por tudo de bom que há-de vir.

 

 

Partilha

Porque nos incomoda o sofrimento do outro?

 

Porque queremos impedir os nossos pais, avós, amigos de expressarem a sua dor?

É amor? É preocupação?

O “não chores”, apesar de carregado de boas intenções, muitas vezes significa “pára! porque eu não sei lidar com isto!

 

Nem Sempre Zen – A tristeza do outro incomoda porque não sabemos lidar com os nossos próprios sentimentos

 

A necessidade que temos de controlar as formas de expressão de dor do outro é terrível. Isto acontece porque somos ensinados a reprimir as emoções, logo, não sabemos lidar com elas.

Porém, esse controlo advém também do facto de não sabermos simplesmente aceitar o que vem do outro sem instintivamente pensar em corresponder de alguma forma.

 

Nós não sabemos deixar o outro “apenas ser”, precisamos “ser qualquer coisa” com ele.

 

Se um amigo ou familiar estiver a sofrer deixa-o expressar a sua dor.

Está presente mas sem ser invasivo ou repressivo.

Chorem juntos se for preciso, vão dar uma passeios juntos em silêncio. Ou então, simplesmente deixem-se estar juntos, a olhar o infinito.

Sejamos mais amorosos e compreensivos com o sofrimento do outro.

… e prestemos atenção aos nossos próprios sentimentos nestas situações pois pode revelar que também nós temos cura a fazer em relação a isso.

 

 

Partilha

As minhas dicas para momentos “nem sempre zen”

 

 

Como eu ultrapasso momentos “nem sempre zen”

 

Para enfrentar e ultrapassar estes momentos “nem sempre zen”, não tenho hábitos ou rituais certos, é conforme o QUE me aflige e o QUANTO me aflige.

 

  1. Às vezes dou por mim a cantar a música “Jorge de Capadócia” (Jorge Ben, 1975). Principalmente quando sinto que necessito de motivação e protecção.

 

Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

 

2. Outras vezes sento-me, medito, tiro dos meus baralhos de tarot e oráculos e tento analisar quer a situação, quer o meu estado de espírito, de maneira a perceber porque razão me sinto do jeito que sinto.

 

3. Acendo incensos, “defumo a ruindade” (ahahah) com cânticos, às vezes berros, porque a minha casa, física e espiritual, não é hotel para hóspedes indesejados.

 

4. Faço autotratamento de Reiki ou um “scan” corporal de limpeza e harmonização de chakras.

 

5. Há dias que ouço música, heavy metal, musica clássica, cânticos da umbanda, depende do que me está a “encucar” a cabeça.

 

6. Outros dias há em que me torno “bruxa de cozinha” e faço comidinhas bem temperadas, com muita pimenta cayenne!

 

7. Tem alturas em que simplesmente me sento no sofá a ver séries de arrepiar os cabelitos dos braços eheheh 

 

8. Outros momentos, simplesmente deixo-me ficar à janela, a olhar o horizonte e a bebericar uma infusão para dias “nem sempre zen”.

 

 

Nem Sempre Zen – “… ficar à janela, a olhar o horizonte e a bebericar uma infusão para dias “nem sempre zen”.”

 

 

 

O que é realmente importante

 

O objectivo deste artigo e dos outros anteriores, em que cada pessoa falou da sua experiência, é percebermos que não dá mesmo para estar sempre no positivo!

É normal (e necessário) ter dias destes, quebras de energia, moleza, dores de corpo e alma.

Não  há qualquer problema em estar triste com uma perda, com uma frustração ou às vezes sem razão aparente.

O importante é percebermos de onde vem este estado de alma, de forma a podermos fazer alguma coisa e termos a sensibilidade de cuidar de nós próprios e depois seguir em frente com a consciência de que um dia mau não nos define.

 

 

Não há fórmulas mágicas

 

Estas são as ferramentas que me permitem lidar com os momentos “nem sempre zen” mas, como já percebeste se leste os artigos dos meus convidados, cada um tem a sua própria experiência e o que funciona para uns, não funciona para todos.

 

Há pessoas que adoram estar rodeadas de pessoas, outras preferem a solidão. Uns meditam nos templos e no silêncio, outros por entre o bulício da cidade.

 

Somos todos diferentes mas com com tantas ideias e vivências bonitas!

 

Partilhar estas experiências é bom, não para criarmos regras mas sim para nos podermos inspirar uns aos outros.

 

 

Partilha

error: