Nem Sempre Zen

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Porque nos incomoda o sofrimento do outro?

 

Porque queremos impedir os nossos pais, avós, amigos de expressarem a sua dor?

É amor? É preocupação?

O “não chores”, apesar de carregado de boas intenções, muitas vezes significa “pára! porque eu não sei lidar com isto!

 

Nem Sempre Zen – A tristeza do outro incomoda porque não sabemos lidar com os nossos próprios sentimentos

 

A necessidade que temos de controlar as formas de expressão de dor do outro é terrível. Isto acontece porque somos ensinados a reprimir as emoções, logo, não sabemos lidar com elas.

Porém, esse controlo advém também do facto de não sabermos simplesmente aceitar o que vem do outro sem instintivamente pensar em corresponder de alguma forma.

 

Nós não sabemos deixar o outro “apenas ser”, precisamos “ser qualquer coisa” com ele.

 

Se um amigo ou familiar estiver a sofrer deixa-o expressar a sua dor.

Está presente mas sem ser invasivo ou repressivo.

Chorem juntos se for preciso, vão dar uma passeios juntos em silêncio. Ou então, simplesmente deixem-se estar juntos, a olhar o infinito.

Sejamos mais amorosos e compreensivos com o sofrimento do outro.

… e prestemos atenção aos nossos próprios sentimentos nestas situações pois pode revelar que também nós temos cura a fazer em relação a isso.

 

 

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As minhas dicas para momentos “nem sempre zen”

 

 

Como eu ultrapasso momentos “nem sempre zen”

 

Para enfrentar e ultrapassar estes momentos “nem sempre zen”, não tenho hábitos ou rituais certos, é conforme o QUE me aflige e o QUANTO me aflige.

 

  1. Às vezes dou por mim a cantar a música “Jorge de Capadócia” (Jorge Ben, 1975). Principalmente quando sinto que necessito de motivação e protecção.

 

Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

 

2. Outras vezes sento-me, medito, tiro dos meus baralhos de tarot e oráculos e tento analisar quer a situação, quer o meu estado de espírito, de maneira a perceber porque razão me sinto do jeito que sinto.

 

3. Acendo incensos, “defumo a ruindade” (ahahah) com cânticos, às vezes berros, porque a minha casa, física e espiritual, não é hotel para hóspedes indesejados.

 

4. Faço autotratamento de Reiki ou um “scan” corporal de limpeza e harmonização de chakras.

 

5. Há dias que ouço música, heavy metal, musica clássica, cânticos da umbanda, depende do que me está a “encucar” a cabeça.

 

6. Outros dias há em que me torno “bruxa de cozinha” e faço comidinhas bem temperadas, com muita pimenta cayenne!

 

7. Tem alturas em que simplesmente me sento no sofá a ver séries de arrepiar os cabelitos dos braços eheheh 

 

8. Outros momentos, simplesmente deixo-me ficar à janela, a olhar o horizonte e a bebericar uma infusão para dias “nem sempre zen”.

 

 

Nem Sempre Zen – “… ficar à janela, a olhar o horizonte e a bebericar uma infusão para dias “nem sempre zen”.”

 

 

 

O que é realmente importante

 

O objectivo deste artigo e dos outros anteriores, em que cada pessoa falou da sua experiência, é percebermos que não dá mesmo para estar sempre no positivo!

É normal (e necessário) ter dias destes, quebras de energia, moleza, dores de corpo e alma.

Não  há qualquer problema em estar triste com uma perda, com uma frustração ou às vezes sem razão aparente.

O importante é percebermos de onde vem este estado de alma, de forma a podermos fazer alguma coisa e termos a sensibilidade de cuidar de nós próprios e depois seguir em frente com a consciência de que um dia mau não nos define.

 

 

Não há fórmulas mágicas

 

Estas são as ferramentas que me permitem lidar com os momentos “nem sempre zen” mas, como já percebeste se leste os artigos dos meus convidados, cada um tem a sua própria experiência e o que funciona para uns, não funciona para todos.

 

Há pessoas que adoram estar rodeadas de pessoas, outras preferem a solidão. Uns meditam nos templos e no silêncio, outros por entre o bulício da cidade.

 

Somos todos diferentes mas com com tantas ideias e vivências bonitas!

 

Partilhar estas experiências é bom, não para criarmos regras mas sim para nos podermos inspirar uns aos outros.

 

 

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A magia da natureza

A convidada de hoje, para fechar com chave de ouro este capítulo de textos sobre como superar momentos “nem sempre zen”, é a Anita D’Ambrosio.

Digo fechar com chave de ouro porque hoje falamos da NATUREZA, que foi a palavra escolhida pela Anita para caracterizar o ultrapassar dos seus momentos “nem sempre zen”.

A Anita é health coach holística e apaixonada por nutrição. No seu site anitadambrosio.com ela partilha o seu saber, disponibiliza serviços e escreve artigos sobre nutrição, bem estar, actividade física e espiritualidade.

Natureza

Por Anita D’Ambrósio

Os momentos mais difíceis da minha vida foram sempre indiscutivelmente momentos de grande transformação e de mudança para melhor.

Demorei muito tempo a perceber que não tinha de resistir a estes momentos, mas deixar que as coisas fluíssem. Sou uma lutadora por carácter e ao longo da minha vida tive sempre de lutar contra situações desfavoráveis. Instinto de sobrevivência, não é?

Nem Sempre Zen – “há circunstâncias em que a única opção é a Aceitação

Mas há circunstâncias em que a única opção é a Aceitação, em que lutar só nos vai dar muitas dores de cabeça e outros mal-estares físicos, e quem sofre és somente tu, porque a situação não vai mudar.

Obviamente não é algo fácil de interiorizar, é um processo que demora tempo, cada um tem o seu próprio ritmo, mas uma vez que percebes que tens de aceitar essa situação difícil e deixas-te levar, superas o obstáculo e sais dela como uma pessoa renascida, mais forte.

Como é que consegui Aceitar as situações difíceis e entregar-me a elas?

A Natureza é a minha guia. A vida humana é uma metáfora, uma pequena representação da Natureza.

Pensa: a Natureza é o equilíbrio que nasce da força destrutiva e da força curativa. Não há Sol e portanto luz, sem a Lua que aparece com a escuridão. Não há mar calmo sem mar agitado. Não há Primavera com o seu Renascimento se não há Outono e o Inverno previamente.

Tudo isto significa que não podes Ser Feliz se não passares por momentos difíceis, tristes e de sofrimento. Estes momentos fazem parte de um equilibro necessário para a Vida e não tens de vê-los como inimigos, pois são poderosos momentos de crescimento emocional e espiritual. Com eles aproximamo-nos cada vez mais do significado da Vida, da nossa Missão, do que queremos,  e do que realmente importa.

Nem Sempre Zen – “Observar a Água do mar, dum rio, dum canal… A água Flui, limpa o que não serve, limpa o anterior e dá espaço ao que vem depois

Contacto com a natureza

Nestas fases duras, o que me ajudou muito foi o contacto com a Natureza

1.Colocar as mãos ou os pés descalços na terra e focar-me na sensação de proteção, de segurança que ela nos dá. A Terra está presente e existe para nos segurar a cada dia

2. Passear num parque e observar as Árvores, a sua força. Passam por muitas tempestades e sempre permanecem, já reparaste? Dão-nos oxigénio para respirar, frutos para comer…

3. Observar a Água do mar, dum rio, dum canal… A água Flui, limpa o que não serve, limpa o anterior e dá espaço ao que vem depois. Nunca para de fluir, nunca resiste e graças a ela a vida é possível

4. Observar o céu, quer com nuvens quer com sol… é algo imenso, maior do que nós, conecta-nos com algo superior e por isso faz-nos sentir que nós e os nossos problemas, em comparação, são tão pequenos, fazendo-nos ver o que realmente é importante, valorizando as pequenas coisas da vida.

Estes são pequenos exemplos de como a Natureza me ajuda e pode ajudar-te nos momentos mais difíceis. Foca-te em cada elemento da Natureza, observa-o com atenção e vê a importância que têm na tua vida. Estes elementos da Natureza são a razão pelo qual a vida é possível e devemos expressar gratidão por esta dádiva.

Perceber que a Natureza é algo imenso e que os nossos problemas comparados com a dádiva da vida são algo tão pequeno, é a chave para ultrapassarmos os momentos difíceis nas nossas vidas

Espero que estas dicas sejam tão valiosas nos momentos duros como são para mim!

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Nem sempre, ou quase nunca, zen

Irreverente e perspicaz, a minha amiga Sara, é a convidada de hoje do Nem Sempre Zen.

A Sara é professora de yoga e estudante de astrologia (futura astróloga, portanto!) e é também autora do Vikasa.pt, um site sobre yoga, autoconhecimento e espiritualidade, cuIdados naturais e alimentação saudável.

Quase nunca zen

Por Sara Tibério

Uma vez, no meu primeiro emprego, disseram-me que eu era “desenrascada” (era um elogio, atenção).

Eu mantive a poker face mas por dentro desmanchei-me a rir, apercebi-me que não me conheciam de todo. Posso aparentar ser chill e tal mas por dentro vai aqui uma royal mess.

Há medida que me vou apercebendo dos ciclos da natureza, especialmente das flutuações da lua e das movimentações dos astros, que não dançam apenas no céu mas também dentro de nós, permito-me, mais e mais, sentir e expressar as emoções que me inundam. 

Não tenho truques infalíveis para vos dar sobre o que resulta ou não porque vai depender de pessoa para pessoa e variar de momento para momento; mas há, sem dúvida, coisas que recomendo.

Nem Sempre Zen – “O que vos pede o corpo? Aprendam a escutá-lo.”

A primeira aprendi com uma amiga (beijinhos, salty!)  Num momento em que estejam bem, façam uma lista das coisas que sabem que vos deixam de bom humor, como tomar um banho com sais, comer fruta doce, ouvir uma playlist preparada para essa ocasião… tragam sempre essa lista convosco, apontada no telemóvel, por exemplo.


O que te pede o corpo?

Na hora do rollercoaster emocional, e caso os itens da lista não estejam a ser suficientes, deixem o instinto actuar. O que vos pede o corpo? Aprendam a escutá-lo. Se vos apetecer chocolate comam. Se vos apetecer dormir, não importa a hora do dia, durmam (dentro do possível, claro). Se vos apetecer mexer, pratiquem yoga, dancem sozinhos pela casa ou façam uma caminhada. E se vos apetecer ficar no sofá a ver filmes lamechas, fiquem.

Por último, mas não menos importante, questionem-se sobre a mensagem que esse estado menos zen vos pode estar a tentar transmitir. O que levou a essa situação? É um estado recorrente? Qual o significado simbólico que pode estar oculto?

Momentos destes todos temos, e a toda a hora – o que importa é que não se deixem levar por eles e que os levem com leveza.

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Resiliência


A convidada de hoje do Nem Sempre Zen é a Ana Roxo, que nos fala de resiliência e partilha as suas estratégias de auto cuidado e formas de ultrapassar os momentos nem sempre zen.

A Ana, nascida em Coimbra e criada em Alcobaça, vive actualmente no Reino Unido. Ela é enfermeira e trabalha na área da Geriatria, em lares de idosos.

Agradeço o entusiamo com que a Ana acolheu a ideia de escrever este artigo, é um prazer partilhar este espaço com pessoas assim, vibrantes e verdadeiras!

Resiliência

Por Ana Roxo

A Patrícia Zen escolheu-me, entre outros, para escrever sobre como ultrapasso momentos menos fáceis, e que grata me sinto pela oportunidade!

Não sou nenhuma “gurua” nem nada que se pareça mas quero-te falar sobre o que tenho aprendido, na esperança de que o meu humilde conhecimento nesta área inspire alguém, nem que seja apenas uma pessoa só, a ultrapassar algum momento menos bom porque esteja a passar.

Naqueles dias em que tudo parece mau…muito mau, em que o peito aperta, há um nó na garganta, em que já nem consigo pensar direito e até um arcos-íris me parece tons de cinza…largo tudo…TUDO mesmo (dentro dos mínimos da responsabilidade, claro), e priorizo-me.

Nem Sempre Zen – Resiliência, amor próprio, auto cuidado

Uma palavra com que ando (saudavelmente) obcecada é RESILIÊNCIA: a “capacidade de lidar com problemas, adaptar a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Manter a imunidade mental é a base para criar resiliência emocional.

Escrevia páginas e paginas sobre isto… deixo assim uma provocação mental para ti, apenas.

Sê proactiva(o) no teu próprio desenvolvimento, quando eras criança não tinhas escolha… agora tens. Maus acontecimentos não te definem, define-te o que deixas que eles façam de ti.

Vivemos na era da informação, pergunta ao Google “como aumentar resiliência”, “estratégias para”, vê  vídeos no youtube, ouve podcasts, dedica tempo a isso, por ti, para ti, para que melhorando-te a ti, melhores o teu mundo e desencadeies acontecimentos positivos antes inimagináveis.

Tranforma o teu feed… segue pessoas, páginas, grupos, que postem mensagens positivas. Aprende, experiência ate encontrares a tua combinação, o que funciona para ti, o que te ajuda a ser, sentir, fazer mais e melhor. Sê honesta(o) contigo propria(o), sê para ti mesma(o) a(o) melhor amiga(o) que és para quem amas.

Nem Sempre Zen – “Tranforma o teu feed… segue pessoas, páginas, grupos, que postem mensagens positivas. Aprende, experiência ate encontrares a tua combinação, o que funciona para ti, o que te ajuda a ser, sentir, fazer mais e melhor.”

Pessoalmente, o que mais gosto de fazer, e tem funcionado mais, ultimamente (muda conforme “me da na real gana”) é caminhar com a minha cãopanheira na natureza. quanto mais “into the wild” melhor, adoramos descobrir paisagens e sítios mágicos, de cortar a  respiração (pelo menos a  nós).  Às vezes até estão mais perto de casa do que pensamos…não é tão bom?! Chego a descalçar-me para reenergizar com a terra (não me incomoda nem um bocadinho o que pensa quem vê).

Descobri a  meditação e as frequências binaurais, entre outras.

Gosto também de escrever sobre o que sinto, porquê, o que vou fazer quanto a isso, determinar objectivos… faço algo que tenha andado a procrastinar… leio muito (poucos livros, mas também) sempre sobre sobre “o que me der na real gana”…aprendo! ..

Faço crochet (não, não é só para “velhas”), outras vezes corro…que é como quem diz “correr dois ou três minutos intercalados com cinco ou dez a caminhar!”.

E assim espero ter-te inspirado a ser mais proactiva(o) em relação ao teu estado de espírito, físico e mental. Sobre tudo, Ama-te! Mas de verdade, com carinho e respeito.

Gratidão imensa.

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