Nem Sempre Zen

Desenvolvimento Pessoal & Espiritualidade by Patrícia Zen

Nem Sempre Zen
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Categoria: Autoconhecimento

Só por hoje

Ansiedade 

 

Eu já vivi num estado de ansiedade extrema. Ansiedade. Controlo. Falta de confiança. 

O dia seguinte preocupava-me: Como vai ser? O que vou dizer? O que vou fazer?  

Qualquer coisa que acontecia fora do planeado alterava-me o sistema: “E agora, só problemas, só problemas! Só a mim me acontece isto! O que fazer?”

Resolver problemas era um problema: “Eu não sei resolver isto! Estou sozinha e agora? O que fazer?”

 

Nem Sempre Zen – Ansiedade

 

 

O que fazer? O que fazer? 

 

E aquilo entra num loop tresloucado.  

Durante uns anos tive alguns ataques de pânico e um sentimento muito grande de impotência, sobretudo uma grande preocupação com o que fazer no amanhã. 

 

 

A Sra. Ansiedade e o Sr. Tranquilo 

 

Quando fui viver com o meu marido nós éramos a Sra. Ansiedade e o Sr. Tranquilo. Eu queria planear tudo ao ínfimo pormenor e ele respondia “logo se vê” ou qualquer coisa do género. 

Se ao inicio foi estranho (e irritante!), com o tempo foi terapêutico.  

 

Largar da mão a necessidade de ter tudo controlado, porque há coisas que nós não controlamos (ponto final.) e (re)aprender a ter confiança em mim mesma, foram meio caminho andado para me ajudar a ultrapassar a ansiedade. 

 

Obviamente fiz psicoterapia, o que foi uma tremenda ajuda. Ver o nosso pensamento, num momento de ansiedade, ser “mastigado e cuspido” de forma organizada é como levar um murro no estômago!  Dói imenso no impacto mas passa rápido e quando dás por ti, pensas “como é que é possível a minha cabeça estar neste estado? O que é que estou a fazer a mim mesma?” 

 

Actualmente, estou muito mais “relaxada” em relação ao que há-de vir porque na verdade, só temos o hoje para viver. Podemos (e devemos) fazer planos mas sempre de forma descontraída e com planos B e C ou então sem planos, se fores do tipo “tá-se bem”.  

 

Porque está tudo bem

 

Problemas vão existir sempre mas se não os olharmos com calma e espírito analítico não os vamos conseguir resolver, não sem desgastar a nossa saúde mental, que é tão preciosa. 

 

 

Nem Sempre Zen – Tudo é relativo

 

 

 

Tudo é relativo 

 

Se fores a ver, aquilo que é um grande problema para ti, pode ser de fácil resolução para outra pessoa e vice versa, o que só prova que tudo é relativo.  

As tuas vivências pessoais, o background familiar ou  o teu estado de espirito no momento, tudo isto contribui para a tua forma de olhar os obstáculos. Há quem os veja como o fim do mundo, outros vêm desafios a superar com sucesso.  

Nada é real e tudo é relativo. 

 

 

 

Só por hoje

 

Reiki também nos ensina isso, a viver um momento de cada vez.  

Os seus cinco princípios assentam na premissa do “só por hoje”. Viver o dia, sentir o dia, refletir no dia. Ser grato pelo dia.  

Um passo de cada vez.  

 

“A frase só por hoje chama a atenção pera a necessidade de vivermos no presente e também nos alivia do peso que seria pensar em ter ele seguir os princípios para toda a vida. Já pensou na responsabilidade e na dificuldade de cumprir os princípios para sempre? Parece um objectivo impossível não estou? Mas se pensarmos em cumpri-los até ao final de um dia sai-nos um grande peso das costas e já parece um feito possível de se alcançar.” 

Sara Cardoso em “A psicologia do Reiki” 

Nem Sempre Zen – Gokai
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Todos temos dons e ninguém é “especial”

“Hoje tive uma conversa com um rapaz. Alguém disse a ele que ele possuía dons espirituais muito fortes e que deveria desenvolvê-los. Eu tive a grata oportunidade de lhe dizer: “todos temos dons e ninguém é “especial” por isso”. Precisamos acabar com esse negócio de fazer as pessoas acreditarem que Mediunidade ou Espiritualidade dá poder ou luz a alguém.

(…) Quem tem algo a ensinar não vive de tecer elogios ou de agradar às pessoas. Ensinar conteúdo é fácil, ensinar sabedoria é transformar vidas!”

Alexandre Cumino

Nem Sempre Zen - Todos temos dons e ninguém é "especial"

Creio que o propósito deste texto, publicado originalmente no Instagram, era chamar a atenção para as “falinhas mansas” de quem gosta de agradar aos outros, usando o elogio e promovendo a ideia do quão especial o outro é.

Desde o início da minha jornada de desenvolvimento pessoal que venho lendo que o terapeuta – seja lá do que for – não te vai curar mas sim elevar-te, ensinar-te e motivar-te para que tu te cures a ti mesmo.

Da mesma forma um psicólogo não dá as respostas ao seu paciente, orienta-o para que ele mesmo chegue onde tem de chegar.

“Todos temos dons e ninguém é “especial”

Todos temos algo em nós que às vezes só precisa de um “click” para despertar. E também há uma hora para que tudo se revele diante de nós, por isso, tranquilo.

De alguma forma todos nós podemos fazer algo de bonito com a nossa vida e ajudar alguém. 

“Ensinar sabedoria é transformar vidas”

Usando o exemplo de Jesus Cristo, que ensinou a malta a pescar em vez de lhes por o peixe no prato, há que orientar as pessoas para a sua independência, para não terem de precisar de uma consulta de qualquer coisa esotérica antes de tomar uma decisão importante ou para não sentirem que as respostas estão sempre no outro.

Eu acredito firmemente que um bom psicólogo, terapeuta ou professor, tal com um bom pai ou uma mãe, orientam os seus pupilos, pacientes, filhos, a serem confiantes nas suas capacidades e independentes para tudo na vida.

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