Nem Sempre Zen

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Categoria: Desenvolvimento Pessoal

Ser Feliz

Eu sou feliz.
Mas nem sempre estou feliz.

Nem Sempre Zen - Ser feliz pode esta nas pequenas coisas da vida
Nem Sempre Zen – Ser Feliz, com simplicidade

Ser e estar de bem com a vida

Eu considero-me uma pessoa feliz mas nem sempre estou feliz.

Eu tenho problemas, eu “stresso”, zango-me, as pessoas à minha volta têm problemas, estão tristes e, obviamente, por isso eu não posso estar 100% feliz a todo o momento.

Alguns pseudo-gurus da moda vendem a ideia da felicidade plena. Outros dizem-te aquilo que eu estou a dizer mas embrulhado em frases feitas, brilhantes, cheias de pozinhos de perlimpimpim com muita luz e magia.

Pessoas que espalham a palavra da positividade enquanto se deixam fotografar à beira da piscina num paraíso qualquer das Caraíbas são um cartaz publicitário manhoso e não muito credível, por muito boa vontade que a pessoa tenha.

Sabes o que é que tem valor? A pessoa que está no hospital a fazer tratamentos de quimioterapia e ainda tem a ousadia, a coragem e a valentia de expressar os seus mais profundos sentimentos sobre a vida e o que é ser feliz.

Fazer da vida um conto de fadas é uma fuga para a frente. Porque enfrentar as dificuldades custa muito e toda a gente evita a dor, é natural ao ser humano.

Porque não mudar de atitude?

Nem Sempre Zen - Ser feliz também é guardar tempo para estar com quem é importante
Nem Sempre Zen – Ser feliz também é guardar tempo para estar com quem é importante

Porque não passarmos a dar mais “tempo de antena” e valorizar as pequenas (grandes) coisas do dia a dia, por exemplo:

  • Quando ao caminhar na rua em dias de sol, experimentar a fechar os olhos e sentir o quente do sol no rosto (vê primeiro se não há obstáculos no caminho, queremos-te feliz mas sem “galos”! eheh)
  • Em vez de andares sempre de carro, viaja a pé ou de transportes, de forma a colocares a tua atenção naquilo que todos os dias te passa despercebido: o caminho, as pessoas, as árvores…
  • Guarda 5 minutos antes de dormir para ler uma página (ou 2 ou 3) do teu livro preferido
  • Bebe um chá reconfortante, durante uma pausa e escreve os teus pensamentos
  • Tira do teu precioso tempo alguns momentos para estares com as pessoas que te enchem o coração e te põe um sorriso nos lábios.

São coisinhas tão simples (e clichê, confesso!) mas que podem fazer tanta diferença!

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Meditação – 20 Janeiro

Hoje convido-vos a mais um momento de união de energias.

Nem Sempre Zen - Meditação 20 de Janeiro de 2019
Nem Sempre Zen – Meditação 20 de Janeiro pelas 20 horas

Dia 20 (domingo) pelas 20 horas, dia que antecede a entrada da Lua cheia, estarei a meditar com o propósito de:

  • Ligar-me mais ao meu “eu”, a quem eu sou de verdade e ter a sabedoria e a sagacidade para manifestar quem sou no mundo material;
  • Ser mais (mais de tudo aquilo que me enche a alma);
  • Assumir e agradecer a abundância na minha vida (saúde, paz, amor, prosperidade financeira, tudo aquilo que temos direito!).

Precisamos de mais verdade para connosco acima de tudo mas também para com os outros.

Por isso esta meditação é sem “mimimis”.

Vamos concentrar-nos em nós, no que somos, no que podemos executar melhor na nossa vida e como poderemos SER melhor.

Vamos olhar para dentro de nós.

Vamos meditar juntos?


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Feliz 2019!

Que na nossa vida haja sempre lugar para:

  • Sonhar em ir mais longe e motivação para o fazer;
  • Sentir alegria de viver mesmo quando atravessamos dificuldades;
  • Ver a beleza no mundo que nos rodeia;
  • Ter paciência para com aqueles que nos irritam, lembrando que estes são os nossos melhores mestres;
  • Sermos livres e independentes;
  • Nunca perder a esperança;
  • Ser feliz e oferecer felicidade;
  • Amar e ser amado!

Abraço companheiro,

Patrícia (nem sempre) Zen

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Sobre o Yule (e mais uma meditação!)

Nem Sempre Zen – It’s Yule time!

Amanhã celebramos o Solstício de Inverno.

Neste dia atingimos a noite mais longa e mais escura do ano.

Nós, ocidentais, que crescemos na tradição cristã, conhecemos esta data como Natal, altura em que nasceu o Salvador.

No entanto, qualquer celebração que se faça actualmente, tem origens muito mais antigas do que se imagina.

Este ano vou comemorar o Yule como eu entendo que deveria ser sempre.

Natal e desafios

Não vou escapar ao jantar “de NATAL” em família e à troca de prendas (para mim desnecessária).

Não vou escapar ao almoço “de NATAL” e às conversas sobre política, greves, desgraças e discussão sobre quem está mais doente e quem fez os melhores doces. Clássico! eheheh

Mas até tudo isso tem o seu charme! Afinal de contas é uma bênção ter uma família –ainda que emprestada – e comida na mesa. Mas este ano levo no coração uma mensagem de paz, de reverência à natureza.

No Yule o Sol aproxima-se da terra – ou nós estamos mais próximos do sol (?) – e comemora-se o nascimento (simbólico) do novo Deus Sol.

Significa que renascemos da escuridão. Observámos as nossas sombras, enfrentámos os nossos medos e dificuldades e estamos preparados para o período de recolhimento que nos irá conduzir daqui a uns meses ao florescer na Primavera.

Há esperança, apesar das lutas e há confiança, apesar dos abalos.

Há sempre um “se” e um “apesar de”. Tudo faz parte da nossa existência. A diferença está na forma como encaramos as batalhas. Hoje mais fortes que ontem.

Meditação (Lua cheia)

Nem Sempre Zen – Dia 22 faremos a última meditação do ano, na Lua Cheia

Sábado, dia 22 de Dezembro é noite de lua cheia, por isso mesmo vou fazer uma meditação, por volta das 21 horas. Será a ultima meditação do ano nesta fase da lua.

Convido-te a meditar comigo no sábado à noite, no teu espaço, como for mais conveniente para ti.

Vamos celebrar o nosso renascimento das trevas e reverenciar o sol, a nossa luz interna que nos impele para respirar fundo e agarrarmo-nos à vida com todas as forças.

Juntas-te a mim nesta meditação?

Feliz YULE!

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Cartas que nunca te escrevi

Eu gostava que esta carta por escrever fosse uma carta de amor…

… mas não é.

Não vou fazer aqui a descrição de uma qualquer novela mexicana mas para mim, pessoalmente é muito importante escrever sobre o meu pai e o perdão.

Nem Sempre Zen – Cartas que nunca te escrevi

Os meus pais divorciaram-se. A minha mãe ficou sozinha, desempregada, com uma filha adolescente para aturar. O pacote completo.

O meu pai simplesmente desapareceu da minha vida, sabe-se lá porquê e ao longo de mais de 20 anos nunca me tentou contactar.

Eu nem nunca fui “má” para ele que o possa ter ofendido. Nem tinha de ser, nem ele tinha de ficar ofendido, se tivesse sido esse o caso porque eu tinha 16 anos e o assunto [do fim do casamento deles] não era comigo, eu era “só” filha.

Não vou falar do quanto ele me prejudicou. Nem ele, se ainda for vivo, terá noção do estrago que fez na minha vida.

Mas vou falar daquilo que ele poderá ter perdido como pai.

  • Não viu a filha completar o ensino secundário sem nunca ter chumbado.
  • Não viu a filha tirar do seu tempo para ser voluntária e ajudar pessoas com necessidades.
  • Não a viu conseguir um emprego e mantê-lo, apesar das imensas dificuldades porque passou, por falta de experiência e orientação.
  • Não viu a filha fazer o exame teórico de condução sem falhar uma resposta e passar na condução logo à primeira.
  • Não a viu quando ela viajou para a Escócia e regressou cheia de fotografias e sonhos.
  • Não a viu, super feliz, na primeira fila do Rock in Rio em 2006.
  • Não a viu entrar para a universidade aos 28 anos, por mérito próprio.
  • Não a viu concluir o mestrado com uma dissertação classificada com 19 valores.
  • Não teve o prazer de beber uma cerveja com ela numa quente tarde de verão.
  • Não comemorou com ela os 20, os 30 e nem os 40 anos.
  • Não conheceu o seu grande amor, aquele homem que veio a mostrar-lhe o que é ser uma pessoa de carácter.
  • Não a viu tornar-se uma pessoa honesta, confiante, com sentido de humor, feliz e cheia de amor para dar.

Julgo que o meu pai não se lembrará de mim

… nem do rosto nem da pessoa que eu era. E mesmo que que se lembrasse, seria apenas uma recordação de alguém que já não sou porque eu mudei muito, em todos os sentidos.

De qualquer forma, é por isso que também não o procuro. Mais de 20 anos depois tenho a certeza de que ele, se tiver sido inteligente, também terá mudado e assim sendo, nem ele me conhece nem eu o conheço.

Durante muitos anos culpei o meu pai pela relação complicada que tinha com a minha mãe (que coitada, teve de aguentar o barco sozinha, totalmente desamparada), culpei-o por não conseguir olhar os homens com respeito, por ter perdido a qualidade de vida que tinha tido até então e por não ter podido ir para a universidade aos 17 anos quando todos os meus colegas foram.

Nem Sempre Zen – Afinal, apesar de tudo, eu dei a volta por cima

Perdão

Hoje em dia não guardo rancor e acabei por, de certa forma, o perdoar porque afinal de contas ele não era o culpado de nada.

Era eu, que pensava que não era capaz. As suas acções, no fim da história, não me limitaram.

Eu dei a volta por cima e consegui fazer tudo aquilo que a sua ausência inicialmente me negou.

Ele nunca vai saber como eu sou forte.

Mas eu sei.

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