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Nem Sempre Zen

By Patrícia Zen: Desenvolvimento Pessoal | Ser Feliz | Vida Saudável

Nem Sempre Zen
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Categoria: Espiritualidade

Damien Echols – Como vencer uma morte anunciada

Damien Echols foi uma das razões porque comecei a investigar alguns temas relacionados com magia (*) e filosofia hermética.

E se este nome não te diz nada, pesquisa. Mas cuidado, podes acabar por te apaixonar pela tremenda força e perseverança deste homem.

 

Magick saved my life. Magick was the only thing in prison that gave my life purpose and kept me sane. Magick was the only thing I had to protect myself with.

Damien Echols

 

Nem Sempre Zen – Damien Echols e Jonnhy Depp (fotografia de Tamir Kalifa para o New York Times)

 

 

The West Memphis Three

 

A sua história é sobejamente conhecida.

A viver no estado do Arkansas, nos EUA, Damien Echols era um jovem que gostava de ouvir heavy metal, lia livros sobre ocultismo e vestia-se de preto.

Por causa disso – sim, sem exagero, por causa disso – aos 18 anos foi acusado da morte de 3 rapazes, brutalmente assassinados alegadamente na sequência de um ritual satânico.

Damien foi preso juntamente com outros dois jovens mas apenas ele foi condenado à morte.

O caso teve repercussões a nível nacional internacional.

Artistas como Jonnhy Depp, Eddie Vedder (Pearl Jam) e Peter Jackson (realizador da trilogia “O Senhor dos Aneis”) foram incansáveis no apoio ao jovem para que a verdade sobre o caso fosse desvendada.

 

 

Damien Echols

 

Damien Echols esteve quase 20 anos no corredor da morte, nos EUA (where else?!…) e durante esse tempo lutou pela sua sanidade mental agarrando-se aos livros e invocando anjos, entoando mantras e desenhando formas geométricas sagradas.

Na prisão conheceu várias pessoas, entre presos e visitas desses presos, que lhe trouxeram novas perspectivas da vida.

Dedicou-se ao estudo, tornou-se sacerdote/monge e conheceu e casou com a mulher que o tem ajudado a provar a sua inocência, Lorri Davis, protagonizando uma extraordinária história de amor.

 

Nem Sempre Zen – Damien Echols e Lorri Davies

 

Damien foi privado do contacto com outros seres humanos durante muitos anos, confinado a uma solitária, sempre consciente de que um dia qualquer poderia ser morto.

 

 

O seu crime? Ser “diferente”

 

Há uns tempos fiz binge watching da série “I am a Killer” sobre detidos, condenados à pena de morte em cadeias norte americanas.

Todos eles, de alguma forma, assumem os crimes que cometeram.

Comecei a série a chorar com pena, passei pela fase de “coitado, se a tua vida tivesse sido diferente..” até ao fim em que já só pensava “este homem é uma merda de ser humano…”

Mas o Damien Echols não está em nenhuma dessas situações. O seu único crime foi gostar de bandas de heavy metal, ler livros do Aleister Crowley e vestir-se de preto numa cidade religiosa, preconceituosa e ignorante.

Damien foi libertado da prisão em 2011, no seguimento de um acordo feito com as autoridades.

Apesar de naturalmente ter sofrido de stress pós traumático e ansiedade social após a sua libertação, Damien não se tornou aquilo que tão facilmente poderíamos esperar de um homem nestas condições.

 

 

High Magick

 

 

I’m not here to tell you what to believe and I’m not here to convert anyone. I’m here to share what has worked for me through thick and thin, today as a free man and during those years I spent in hell.

Damien Echols

 

Damien Echols lançou em Novembro um livro sobre Alta Magia, entitulado precisamente “High Magick“, com prefácio do músico Eddie Vedder, uma das muitas personalidades públicas que sempre apoiou a causa de Damien e da sua esposa Lorri.

 

O livro chegou cá a casa recentemente e eu estou a ler devagar, a sorver toda a informação com um tremendo prazer.

A temática do livro daria um outro artigo – e seria preciso alguma pesquisa mais aprofundada da minha parte (se alguém estiver interessado faça-me a referência que eu depois trabalharei nisso com todo o gosto).

Para já quero apenas fazer a referência à brutal coragem e força de espírito deste homem que se dedicou a estudar e a praticar uma arte tão antiga e misteriosa (ou nem tanto assim) que lhe deu as ferramentas para acreditar que a sua causa seria resolvida muito antes da execução da sua sentença de morte.

O objectivo de Damien com a publicação deste livro é de partilhar o que aprendeu. Tornar mais simples e acessível um conhecimento ancestral que, no fim das contas, pode ser aplicado ao nosso dia-a-dia e …caramba, até salvar vidas! Como salvou a sua.

 

 

Ser ou não “a vítima”

 

São estas e outras historias semelhantes que me fazem pensar que realmente há quem lute e há quem se faça de vitima.

Teria sido tão fácil este homem descambar…

Estudos realizados com sobreviventes do Holocausto, referem que muitos conseguiram sobreviver devido à sua atitude em recusar o papel de vítima.

 

 

Your attitude is a vital factor in determining whether you will survive or perish, succeed or fail in life.

Viktor Frankl contended that many of the survivors of German concentration camps were able to endure because they refused to give in to feeling victimized.

Instead, although stripped of all their rights and possessions, they used one remaining freedom to sustain their spirit; the freedom to choose what attitude or position they would take in relation to the horror they faced.

“It was the freedom to bear oneself ‘this way or that,’ and there was a ‘this or that'”.

In Psycholoy Today “Don’t play the victim game

 

E tu, o que achas que farias estando na pele dele?

 

 

(*) magick, no sentido mais esotérico do termo e não magic associada a prestidigitadores

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Balanço do ano 2018

 

Balanço do ano 2018: Neste artigo faço um resumo de um ano fantástico, que foi diferente em muitos aspectos daquilo que tem sido o meu “normal” mas… faço também uma proposta.

 

 

Nem Sempre Zen – Balanço do ano 2018

 

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Percorre o teu próprio caminho

Percorre o teu próprio caminho – é uma frase cliché mas quando realmente entendemos de que forma ela se aplica à nossa vida, torna-se a chave mestra para a porta da consciência.

 

 

Trabalho de introspecção

 

Não há dúvida que fazer um trabalho interior, de introspecção, é essencial para perceber qual é o nosso caminho na vida – seja em que sentido for.

Neste caso, falo do caminho de desenvolvimento espiritual. E este caminho, como toda a gente sabe, é muito pessoal.

Podemos inspirar-nos noutras pessoas e até tentar percorrer a mesma estrada mas quantas vezes isso não serve “apenas” para compreendermos que aquele não é mesmo o nosso caminho?

 

 

Nem Sempre Zen – Percorre o teu próprio caminho

 

 

O que é que me desperta emoções?

 

 

“A cultura actual está obsessivamente focada em expectativas positivas irrealistas, tretas positivas e felizes de auto-ajuda que estamos sempre a ouvir, focadas naquilo que nos falta, aquilo que não somos, aquilo que devíamos ter sido mas não conseguimos ser.”

Mark Manson

 

 

 

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Hel – Abraçar o lado sombra (I)

Abraçar o lado sombra

 

Hel é uma divindade da Mitologia nórdica, cujo nome significa “aquele/a que se esconde”, por esse motivo quero falar sobre o acto de abraçar o lado sombra.

Abraçar o lado sombra mais não é do que acarinhar aquele nosso lado feio, desagradável, que teimamos em esconder – para os outros e para nós próprios.

 

Hel teria sido uma criatura terrífica de se olhar. Dizem que parte do seu corpo tinha os ossos expostos.

 

Nem Sempre Zen – Representação de Hel: The veil of Death by artist Chris Ortega

 

 

Sendo uma das filhas de Loki – o deus do engano – o supra sumo Odin achou que era melhor manter Hel debaixo de olho e assim ela ficou a viver em Asgard,

Mas a sua terrível aparência  fazia com que as pessoas a evitassem e então ela pediu a Odin que a deixasse ir para o Submundo,

 

 

Those who are excluded for being socially unnacceptable revert more do exploring the inner realms. This means they’re not affraid of being in the dark, for they have seen the darker side of human nature and learned to process their own fears.

[Hel] knows (…) that if we don´t express the landscape of darker thoughts and feelings, we will be lost in limbo, neither fully alive nor dead.

 

In Goddess Wisdom by Tanishka (Hay House Books, 2017)

 

 

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Sobre crenças (religiosas) e auto estima

 

Sei que estou a mexer com um assunto muito sensível mas gostava de partilhar algo sobre a relação entre crenças religiosas e auto estima.

 

Todo ser humano, sem exceção, pelo mero fato do ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que se lhe estime

Carl Rogers

 

 

 

Nem Sempre Zen – Sobre a relação entre crenças e auto estima

 

 

Pertencer a uma congregação religiosa

 

Uma das fases boas da minha vida foi quando há uns 25 anos atrás fiz parte de uma congregação cristã evangélica onde trabalhava como voluntária.

O meu trabalho consistia em aconselhar, fazer visitas a pessoas hospitalizadas, ir aos lares conversar com os idosos, escrever cartas a pessoas que estavam presas, distribuir roupa, comida, entre tantas outras coisas…

Tudo o que fiz nessa instituição foi de coração e com bom grado porque eu adorava ajudar.

 

Um dos lados menos bons foi (e ainda é) – e aqui não quero de forma alguma atacar as crenças de ninguém – o facto de existir a doutrina do “é de deus” e “é do diabo”. Ou seja, atribuir as culpas do falhanço à entidade malévola e os louros da conquista à entidade divina.

 

O que é que pretendo explicar com isto?

 

 

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