Book Gift - www.wook.pt

Nem Sempre Zen

By Patrícia Zen: Desenvolvimento Pessoal | Ser Feliz | Vida Saudável

Nem Sempre Zen

Bullying – Ser bullied quando se é adulto

 

Ser bullied quando se é adulto…
É todo um outro nível de humilhar e ser humilhado.

 

 

Era uma vez na faculdade….

 

 

Nem Sempre Zen – Bullying em adultos

 

 

 

A captação

 

“Paula”

 

No 2º semestre do 1º ano do mestrado, eu e as 2 raparigas que me acompanhavam nos trabalhos de grupo, resolvemos integrar um 4º elemento.

Essa pessoa, a quem chamarei “Paula”, era a melhor aluna da turma – a única pessoa que tirava 20 em todos os testes. Curiosamente, ela não estava inserida em nenhum grupo de trabalho e por isso de bom grado a acolhemos.

A Paula era uma espécie de ligação com os professores, tinha disponibilidade de tempo para ir compilando as nossas contribuições para os trabalhos e era um doce de pessoa – quantas vezes não me deu boleia para casa à 1 da manhã para que eu não tivesse de ir apanhar o comboio sozinha aquela hora.

 

“Maria”

 

Passado um tempo a Paula convidou outra pessoa, vou chamar-lhe “Maria”, para o grupo. Mais uma vez eu e as outras 2 raparigas achámos que seria uma mais valia, uma vez que a Maria já trabalhava na área e tinha muita experiência. Como não aproveitar isso?

Mas a Paula e a Maria, sendo as pessoas que tinham mais tempo livre, porque não trabalhavam a full time como eu e as outras 2 miúdas, logo se tornaram “as donas daquilo tudo”.

 

 

Mudança de papéis

 

Manipulação emocional

 

A Paula e a Maria discutiam os temas dos trabalhos com os professores na minha ausência e das outras colegas, como se fossem só elas a trabalhar no assunto, agendavam as apresentações dos trabalhos sem nos consultarem e não nos deixavam ler e preparar as apresentações atempadamente sob o seguinte pretexto:

– Precisamos tirar uma boa nota e vocês não tem tempo, estão a trabalhar. Mas nós temos disponibilidade, por isso não se preocupem, confiem em nós.

E elas tinham razão. Nós realmente não tínhamos tanto tempo livre quanto elas e a última coisa que queríamos era prejudicar o grupo.

Elas tornaram-se necessárias e fizeram-nos acreditar que sem elas nós não conseguiriamos cumprir os prazos determinados e fazer um bom trabalho.

 

 

Lobos com pele de cordeiro

 

Um dia numa reunião antes de entregarmos um trabalho escrito, uma das minhas colegas percebeu que toda a sua contribuição tinha sido completamente vaporizada e substituída por outro texto, escrito pela Paula.

Naturalmente que reclamámos da decisão de alterar o trabalho sem a nossa opinião – principalmente da colega visada. Mas nesse momento fomos apelidadas de más colegas, de sermos egoistas, de não estarmos a zelar pelo bem do grupo e de estar onde estávamos por mérito do trabalho delas, Paula e Maria.

E por mais que nós quiséssemos conversar e chegar a um consenso – porque depois tu começas a sentir-te culpada e a achar que estás a ser injusta – não valia a pena.

Aquelas personalidades dominantes, lobos vestidos com pele de cordeiro, já tinham envenenado a nossa auto estima e a coesão do grupo.

 

 

Situações extremas requerem medidas extremas

 

Nem Sempre Zen – Situações extremas requerem medidas extremas

 

 

Depois de mais umas quantas situações extramente desagradáveis que puxaram por mim até à exaustão, a ponto de eu considerar a hipótese de desistir de fazer aquelas disciplinas em regime de avaliação contínua e “mandar” tudo para exame de final de ano, só para não ter de fazer os restantes trabalhos de grupo, deixei de falar com a Paula e a Maria.

A única comunicação que mantive com elas até ao final do semestre foi o estritamente necessário para as apresentações de trabalhos nas aulas.

Apesar de tudo, deixar de falar com aquelas pessoas custou-me horrores porque em mais de uma década de trabalho (e mesmo na faculdade) nunca tive quaisquer conflitos com colegas e sempre agi no sentido de respeitar todas as individualidades num grupo porque acredito que todos têm algo importante a acrescentar.

 

 

The End.

 

E assim eu com 30 e muitos anos, a full grown woman, fui bullied por duas marmanjas que usaram os nossos pontos fracos para exercer poder.

Porque é que eu conto esta história? Para que consigas identificar essas situações, seja em que área da vida for e tenhas a iniciativa de as combater.

Tal como na violência doméstica, salvo as devidas diferenças (e com todo o respeito) nestas situações há sempre um abusador charmoso, que sorrateiramente (e depois descaradamente) exerce poder sobre o outro aproveitando-se da sua fragilidade, com recurso à culpabilização.

 

 

Whether it occurs at work, at the gym, sporting venues, in the community or elsewhere, bullying – defined by the American Psychological Association as “aggressive behavior in which someone intentionally and repeatedly causes another person injury or discomfort” – typically involves a real or perceived power imbalance. Among adults, bullying can take more subtle forms than it does with kids: Rather than threatening to beat someone up or calling someone nasty names, the adult brand of bullying can include political backstabbing, the silent treatment, publicly belittling or humiliating someone, social ostracism or undermining him or her.

 

 

Sugestões de leitura

 

Se tiveres interesse, deixo a sugestão de alguns artigos sobre o tema para leres com atenção e tirares as tuas conclusões:

 

 

 

 

Partilha

2
Deixe um comentário

avatar
1 Comment threads
1 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
2 Comment authors
Patrícia ZenJoana Silva, Terapias D'Alma Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Joana Silva, Terapias D'Alma
Visitante

Estava a ler o teu artigo e a lembrar-me de uma situação idêntica de duas colegas minhas do trabalho, quando foram para o curso de especialidade juntas… Os relatos eram idênticos. Eu também sofri de bullying, em adolescente, mas também quando comecei a trabalhar. Ninguém nasce ensinado, eu tinha acabado de sair da faculdade que não nos prepara totalmente para a realidade, e senti-me perseguida. Cheguei a dizer à minha chefe que não queria renovar o contrato… Para veres a forma como eu me sentia. Ela não aceitou, felizmente, e arranjámos juntas estratégias para eu me sentir mais confiante e… Read more »

error: